La vejez como experiencia de libertad: una lectura existencial de Clarice Lispector y Lygia Fagundes Telles

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.22481/folio.v17i1.18729

Palabras clave:

Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Vejez, Existencialismo, Literatura brasileña, Agencia

Resumen

Este artículo propone un análisis literario de los cuentos "Feliz Aniversario", de Clarice Lispector, y "La presencia", de Lygia Fagundes Telles, con el objetivo de investigar la percepción de la vejez más allá del declive biológico. Se busca desnaturalizar la visión simplista del envejecimiento, explorándolo como construcción social y como experiencia de libertad y agencia. El análisis se fundamenta en la filosofía existencialista de Simone de Beauvoir, especialmente en su ensayo La vejez, que orienta la comprensión de la identidad en constante renegociación, de la responsabilidad y de la soledad como espacios de autodescubrimiento. La investigación adopta una metodología cualitativa de análisis textual, con un enfoque interdisciplinario que transita entre la filosofía, la literatura y los estudios de género. Se investiga cómo las autoras retratan la vejez como proceso de reafirmación de la autonomía, el cuerpo como historia y agencia, y la tensión entre cuidado y control. Se concluye que la vejez en la ficción brasileña, bajo la lente existencialista, está lejos de ser pasividad: se constituye como escenario de agencia, ética y elecciones que configuran la identidad.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Gabriela da Silva Oliveira, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Graduanda em Letras-Espanhol pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, campus de Dourados.

Cristina Mascarenhas Silva, Universidade Federal da Grande Dourados

Professora Doutora em Letras pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", campus de Assis. Currículo lattes:  http://lattes.cnpq.br/7662790155753670

Citas

ARAÚJO SILVA FILHO, A. L. O fenômeno do envelhecimento e o sujeito da velhice na obra de Simone de Beauvoir. Revista Brasileira de Estudos de População, [S. l.], v. 42, p. 1–7, 2025. DOI: 10.20947/S0102-3098a0293. Disponível em: https://www.rebep.org.br/revista/article/view/2578. Acesso em: 29 abr. 2026.

BEAUVOIR, Simone de. A velhice. Tradução: Maria Helena Franco. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2018.

BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Tradução de Renato Aguiar. 16. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018.

FIGUEIREDO, Cristina. A teoria do sujeito em Judith Butler: O conceito de agência. Revista de Filosofia Instauratio Magna, [S. l.], v. 4, n. 1, p. 182–201, 2025. DOI: 10.36942/rfim.v4i1.1000. Disponível em: https://periodicos.ufabc.edu.br/index.php/instauratiomagna/article/view/1000. Acesso em: 30 out. 2025.

FURLIN, Marcelo. Sujeito e agência no pensamento de Judith Butler: contribuições para a teoria social. Sociedade e Cultura, Goiânia, v. 16, n. 2, p. 307-319, jul./dez. 2013. Disponível em: https://revistas.ufg.br/fcs/article/view/32198/17172. Acesso em: 13 abr. 2026.

GOLDENBERG, Miriam. A invenção de uma bela velhice: projetos de vida e a busca da felicidade. 5.ed. Rio de Janeiro: Record, 2025.

LISPECTOR, Clarice. Todos os contos. Rio de Janeiro: Rocco, 2016.

MATOS, Priscila Mikaeli Tavares. Escritos sobre a velhice feminina em contos de Clarice Lispector: uma análise semiótica. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Letras) – Universidade Federal do Norte do Tocantins, Araguaína, 2021.

PENHA, João da. O que é existencialismo. 11. ed. São Paulo: Brasiliense, 1992. (Coleção Primeiros Passos, 61).

Que é hermenêutica?. Revista NUFEN: Phenomenology and Interdisciplinarity, [S. l.], v. 16, 2024. DOI: 10.26823/rnufen.v16i01.25626. Disponível em: https://submission-pepsic.scielo.br/index.php/nufen/article/view/25626. Acesso em: 29 abr. 2026.

SANTOS, Silvana Sidney Costa. Concepções teórico-filosóficas sobre envelhecimento, velhice, idoso e enfermagem gerontogeriátrica. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 63, n. 6, p. 1035-1039, jan. 2011.https://doi.org/10.1590/S0034-71672010000600025. Acesso em: 29 abr.2026.

SCHWERTNER, Márcia Regina; BODNAR, Roseli. Trapos que aconchegam: o envelhecimento feminino em Lygia Fagundes Telles. Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, [S. l.], n. 56, p. 1–10, 2019. DOI: 10.1590/2316-4018569. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/estudos/article/view/22673. Acesso em: 29 abr. 2026.

https://doi.org/10.20947/S0102-3098a0293. Acesso em: 04 nov. 2025.

TELLES, Lygia Fagundes. Seminário dos Ratos. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

Publicado

2026-07-31

Cómo citar

OLIVEIRA, Gabriela da Silva; SILVA, Cristina Mascarenhas. La vejez como experiencia de libertad: una lectura existencial de Clarice Lispector y Lygia Fagundes Telles. fólio - revista de letras, [S. l.], v. 17, n. 1, p. 735–753, 2026. DOI: 10.22481/folio.v17i1.18729. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/folio/article/view/18729. Acesso em: 6 ago. 2026.

Número

Sección

Manantiales