SER MULHER: LIBERAÇÃO FEMININA NA POESIA DE GILKA MACHADO
Resumen
Gilka Machado, outrora intitulada "a maior poetisa do Brasil" num concurso literário (1933), foi duramente afligida pela crítica desde sua estreia (foi considerada, inclusive como uma "matrona imoral") até que esta chegou, de certa forma, a sufocá-la. Revisitar seus versos mostra um arrebatamento lírico notável no período de "meia-decadência" do Simbolismo. Fez ela parte da última corrente do Simbolismo, o Neo-Parnasianismo, ao lado de nomes como Hermes Fontes, Francisca Júlia e o grande Augusto dos Anjos. Propõe-se ler os poemas de Gilka Machado, notável pela sua liberdade de dizer das coisas mais íntimas, dentro de uma discussão ampla sobre os pontos em que se tocam Erotismo e Literatura e sobre o conceito de Feminidade e a busca de sua liberação. A presente comunicação objetiva demonstrar como a visão de feminilidade relaciona-se com o erotismo na poesia gilkiana, estando nela sempre presente a consciência das situações de gênero da mulher. Sua sinceridade rude é marca da liberação do desejo feminino. O trabalho contribui para maior compreensão da fase de decadência do simbolismo brasileiro como também das representações do feminino e erótico na literatura feminina brasileira.
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Citas
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