Notes sur les plantes de Perto do coração selvagem, de Clarice Lispector, en dialogue avec d'autres arts
DOI :
https://doi.org/10.22481/folio.v17i1.18272Mots-clés :
Clarice Lispector, Imaginaire botanique, Littérature et Arts visuels, Tournant végétal, Écopoétique, Théorie critique contemporaineRésumé
Le présent essai vise à réfléchir sur les plantes dans le roman Perto do coração selvagem (1943), de Clarice Lispector. Mon intention est de mettre en lumière, dans les images végétales, certains entrelacements artistiques en direction de l'éveil des sens, représenté par le personnage Joana. Pour ce faire, je réaliserai une analyse interartistique, dans laquelle l'imaginaire botanique fonctionne comme une clé des découvertes de mondes, des ouvertures de questions et comme animateur de la vie libre et sauvage elle-même. Pour cette étude, j'ai eu recours aux réflexions de Bataille (2022), Moraes (2017), Nascimento (2017), Librandi (2020), Didi-Huberman (2020), Cixous (2022).
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