Entrepreneuriat de soi ou autogestion subordonnée ? Tensions de la subjectivité néolibérale dans la révision de textes
DOI :
https://doi.org/10.22481/folio.v17i1.18518Mots-clés :
Discurso neoliberal, Revisão de textos, Análise do Discurso, Precarização do Trabalho, Modalidades de subjetivação, GêneroRésumé
Le néolibéralisme, en s'étendant à l'échelle mondiale, généralise des caractéristiques historiquement constitutives du marché du travail dans le Sud global — informalité, flexibilité et faible protection sociale —, affectant de manière particulière les femmes (Antunes, 2015). Ce mouvement intensifie la précarisation même dans des activités intellectuelles, comme la révision de textes, une profession majoritairement féminine. Compte tenu de ce scénario, l'article propose un croisement entre des éléments attribués à la féminité, des traits historiquement constitutifs de la révision et des aspects du discours néolibéral, dans le but de vérifier s'il existe, dans cette activité, une résistance à l'idéologie néolibérale. Ancré dans Pêcheux (2014 [1975]) et Indursky (2008), nous examinons si les réviseurs et réviseuses se positionnent face à cette formation discursive par le biais de l'identification, de la contre-identification ou de la désidentification. Les analyses ont identifié tous ces processus, contredisant la thèse selon laquelle les travailleurs contemporains adhèrent pleinement à l'idéal d'« être leurs propres patrons ». Les contestations de la formation idéologique néolibérale se produisent surtout à travers la formation discursive du travail. L'hétérogénéité discursive observée semble découler de la fragmentation actuelle de la classe ouvrière.
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