Entre le félin et le féminin : la critique allégorique dans La Confession de la lionne, de Mia Couto

Auteurs-es

DOI :

https://doi.org/10.22481/folio.v17i1.18994

Mots-clés :

Mia Couto, Lumières, Statut colonial, Allégorie, Lionne, Tyrannie, Femmes.

Résumé

Cet article poursuit deux objectifs. Premièrement, analyser la figure féline dans A confissão da Leoa (La Confession de la lionne) (2012), de Mia Couto, comme une allégorie de la condition sociale des femmes mozambicaines. Il s'agit de montrer comment l'auteur, à travers son récit, a su exprimer les diverses impasses sociales vécues par les femmes africaines sous le joug de la tyrannie masculine ; et, à cette fin, il propose une interprétation possible des attaques félines décrites dans son ouvrage. Parallèlement, en s'appuyant sur les catégories des Lumières selon Adorno et Horkheimer (1947), sur l'allégorie de Frederic Jameson dans L'Inconscient politique (1992) et sur la modernité telle qu'élaborée par Enrique Dussel (1993), cet article propose une lecture des axes interprétatifs suivants du récit – le littéral-moral et l'allégorique-anagogique – afin de démontrer, à l'encontre du roman lui-même, que la violence perpétrée contre les femmes mozambicaines transcende les frontières nationales du Mozambique, rendant impératif de l'examiner du point de vue du statut colonial et des nouvelles formes de colonialité sous le signe du capital.

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Bibliographies de l'auteur-e

Caio Raphael Passamani Simões Silva, Universidade Federal do Espírito Santo

Doutor em Letras pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com tese intitulada ''Entre a mudança e a fuga: reificação e desreificação em Vidas Secas, de Graciliano Ramos''; mestre em Letras (dissertação sobre ''Niilismo e Absurdo em O Estrangeiro, de Albert Camus'') e licenciado em Língua Portuguesa e Literatura de Língua Portuguesa pela mesma universidade; professor da rede estadual de educação do Espírito Santo (SEDU): leciona Língua Portuguesa, Literatura e Redação para alunos do Ensino Médio. No momento, realiza seu estágio pós-doutoral na Universidade Federal do Espírito Santo, com um projeto de pesquisa a respeito do fator econômico nos romances de Graciliano Ramos.

Luis Eustáquio Soares, Universidade Federal do Espírito Santo

Professor Titular do Departamento de Letras e da Pós-Graduação PPGL-UFES; pesquisador PQ, nos triênios 2015-2018 e 2019-2022. Realizou Pós-Doutorado na UFMG, USP e Universidade Federal Fluminense, tendo experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira e da América Latina. Autor dos livros Jose Lezama Lima: anacronia, lepra barroco e utopia, Literatura, América Latina e política: abordagens transdisciplinares, A sociedade do controle integrado: Franz Kafka e Guimarães Rosa, O ultraimperialismo americano e a antropofagia matriarcal da literatura brasileira, Sete ensaios sobre imperialismos, em coautoria com o escritor e jornalista colombiano Luis Carlos de Muñoz Sarmiento, e As duas guerras frias e o complexo de Arcádia da literatura brasileira. Autor de Cor vadia, poemas, e El evangelio según satanás, romance.

Soriba Diakhaby, Universidade Federal do Espírito Santo

Doutorando em regime de cotutela em Estudos Literários na Universidade de Brasília (UnB) e na Université Laval (Québec, Canadá). Mestre em Letras (Estudos Literários) pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Brasil. Graduado em Letras - Português (Licenciatura) pela Université Cheikh Anta Diop de Dakar (2019). Possui diploma de *Baccalauréat* (equivalente ao Exame Nacional do Ensino Médio -ENEM, no Brasil), obtido no Liceu Comunal de Tambacounda (2016, Senegal).Atua como colaborador estrangeiro no Grupo de Estudos e Pesquisa em História da África e Diáspora Africana (GEPHADA), vinculado à Universidade Federal de Sergipe. Estudante membro no grupo de pesquisa Literatura, Soberania Nacional e Multipolaridade: Machado, Barreto, Graciliano, Julião e Ivan Angelo, sediado na Universidade Federal do Espírito Santo.Desenvolveu formação acadêmica nas áreas de Literaturas Africanas de Expressão Francesa e Portuguesa, bem como em Literatura e Civilização Portuguesa. Possui experiência no ensino de línguas, com ênfase em Francês e Português.

Références

ADORNO, Theodor / Max Horkheimer (1985), Dialética do esclarecimento. Trad. Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.

CAMPOS, Priscila da Silva (2014). “Mia Couto: a confissão da leoa ou das leoas? ‘eis a questão’”, Revista Graphos, vol. 16, nº 1. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/graphos/article/view/20340. Acesso em: 19 mar. 2026.

COUTO, Mia (2012), A confissão da leoa. São Paulo: Companhia das letras.

DE OLIVEIRA, Jurema José (2006), “Gêneros literários e tradição oral nas literaturas africanas de língua portuguesa”, In: Cadernos do Seminário Permanente de Estudos Literários, Dialogarts. Vol. 02.

DUSSEL, Henrique (1993), 1492: o encobrimento do outro (a origem do mito da modernidade). Trad. Jaime Clasen. Petrópolis.

GONÇALVES, Paulo Sérgio / Carmen Sílvia De George (2015). A situação político-social da mulher moçambicana em A confissão da leoa. Faculdade FESP, SECAL e URI, 2015.

JAMESON, Fredric (1992), O inconsciente político. Trad. Valter Lellis Siqueira. São Paulo: Ática.

QUEIROZ, Heloísa Stefany Neves / Dayane Joyce Lino da Silva / Terezinha Daborda Moreira (2019), “Figurações da mulher nos romances A confissão da leoa e Mulheres de Cinzas, de Mia Couto”, Revista Científica Trama, Volume 25, Número 34: 27-38. Disponível em: “https://e-revista.unioeste.br/index.php/trama/article/view/22352”. Acesso em: 19 mar. 2026.

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Publié-e

2026-07-31

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SILVA, Caio Raphael Passamani Simões; SOARES, Luis Eustáquio; DIAKHABY, Soriba. Entre le félin et le féminin : la critique allégorique dans La Confession de la lionne, de Mia Couto. fólio - revista de letras, [S. l.], v. 17, n. 1, p. 328–345, 2026. DOI: 10.22481/folio.v17i1.18994. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/folio/article/view/18994. Acesso em: 6 août. 2026.

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