Nous, femmes infinies : littérature indigène et ancestralité macuxi dans la poésie de Sony Ferseck
DOI :
https://doi.org/10.22481/folio.v17i1.19201Mots-clés :
Sony Ferseck, Literatura indígena brasileira, Eu-nós, Subjetividade e alteridade, Gênero e resistência, Poesia macuxiRésumé
Cet article aborde l'altérité, l'ancestralité et la subjectivité dans la littérature indigène contemporaine à partir de deux poèmes : « Grande reencontro » et « Nós mulheres invisíveis » de l'écrivaine indigène macuxi Sony Ferseck (2020 ; 2022). La discussion s’appuie sur les postulats de Dorrico (2017), Graúna (2013), Thiel (2012), Potiguara (2024) et Cardoso (2023 ; 2024) concernant la littérature indigène brésilienne, le concept de « je-nous » de Dorrico (2017) constituant le fil conducteur de l’analyse, selon lequel le « je » ne se dissocie pas du « nous », l’individualité du sujet qui énonce étant enracinée dans l’ancestralité et la collectivité du peuple auquel il appartient. On recourt également aux études culturelles, postcoloniales et subalternistes, à partir de Bhabha (2018), Said (2011), Hall (2003) et Spivak (2018) pour étayer l’analyse, et l’on établit un rapprochement entre le concept de « je-nous » et la théorie d’Émile Benveniste (2020), afin de problématiser la subjectivité dans le langage, à partir de la rencontre altérité-ancestralité-subjectivité qui formule la voix du je lyrique.
Téléchargements
Références
BENVENISTE, Émile. Problemas de linguística geral I. 6 ed. Tradução de Maria da Glória Novak e Luiza Neri. São Paulo: Campinas. Pontes Editores, 2020.s
BHABHA, Homi. O local da cultura. Tradução de Myriam Ávila, Eliana Lourenço de Lima Reis e Gláucia Renate Gonçalves. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2018.
CAMPOS, Luana; MARQUES, Eder Silva. O papel da cosmologia Macuxi para a comunidade Camarém – Raposa Serra do Sol. Revista Habitus, Goiânia, v.21, n.21, p.169-184, 2023. Disponível em: https://seer.pucgoias.edu.br/index.php/habitus/article/view/13266. Acesso em: 16 mar. 2026.
CARDOSO, Ytanajé. A interculturalidade dialógica no currículo de linguagens na educação escolar munduruku: a ascensão da literatura indígena. Tese (Doutorado em Educação). Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Amazonas - PPGE/UFAM. 2023. Disponível em: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9640. Acesso em: 16 mar. 2026.
CARDOSO, Ytanajé Coelho. Contribuições para pensar a literatura indígena contemporânea em sala de aula. In: RODRIGUES, Adriana Cristina et al (Org.). Literatura indígena: práticas leitoras para a sala de aula. Rio Branco: Nepan, 2024, p.19-35.
DANTAS, Priscila Vasques Castro. Demarcar, reescrever: identidade e resistência na perspectiva da poética do eu-nós em Tempo de retomada (2025), de Trudruá Dorrico. Revista Texto Poético, Campinas, v.22, n.47, p.191-212, 2026. Disponível em: https://textopoetico.emnuvens.com.br/rtp/article/view/1201. Acesso em: 09 abr. 2026.
DORRICO, Julie. A oralidade no impresso: o ‘eu-nós lírico-político’ da literatura indígena contemporânea. Revista Boitatá, Londrina, n.24, p.216-233, 2017. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/boitata/article/view/32958. Acesso em: 14 mar. 2026.
DORRICO, Julie. Vozes da literatura indígena brasileira contemporânea: do registro etnográfico à criação literária. In: DORRICO, Julie et al (Org.). Literatura indígena brasileira contemporânea: criação, crítica e recepção. Porto Alegre: Fi, 2017, p.227-256.
FERSECK, Sony. Movejo. Wei Editora, Boa Vista, 2020.
FERSECK, Sony. Weiyamî: mulheres que fazem sol. Wei Editora, Boa Vista, 2022.
FIOROTTI, Devair Antonio. Taren, eren e panton: poetnicidade oral Macuxi. Revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, Brasília, n. 53, p. 101-127, 2018. DOI: https://doi.org/10.1590/2316-4018534. Acesso em: 16 mar. 2026.
FLORES, Valdir do Nascimento; TEIXEIRA, Marlene. Introdução à Linguística da Enunciação. São Paulo: Contexto, 2013.
GRAÚNA, Graça. Contrapontos da literatura indígena contemporânea no Brasil. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2013.
HALL, Stuart. Da Diáspora: identidades e mediações culturais. Tradução de Adelaine de La Guardia Resende, Ana Carolina Escosteguy, Claudia Alvares, Francisco Rudiger e Sayonara Amaral. Belo Horizonte: Editora UFMG; Brasília: Representação da UNESCO no Brasil, 2003.
SAID, Edward W. Cultura e imperialismo. Tradução de Denise Botmann. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
SAQUET, Marcos Aurélio. A descoberta do território e outras premissas do desenvolvimento territorial. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, São Paulo, v.20, n.3, p.479-505, 2018. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbeur/a/3bck5hHGNK5FrRWJ6JDXYWt/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 15 mar. 2026.
SILVA, Elen Karla Sousa da; GADELHA, Dariana Paula Silva. Corpo e território: a poética de Sony Ferseck na literatura indígena contemporânea. Organon, Porto Alegre, v. 40, n. 79, 2025. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/organon/article/view/142929. Acesso em: 26 mar. 2026.
SPIVAK, Gayatri Chakravorty. Pode o subalterno falar? Tradução de Sandra Regina Goulart Almeida, Marcos Pereira Feitosa e André Pereira Feitosa. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2018.
THIEL, Janice. Pele silenciosa, pele sonora: a literatura indígena em destaque. Belo Horizonte. Autêntica Editora, 2012.
Téléchargements
Publié-e
Comment citer
Numéro
Rubrique
Licence
© Priscila Vasques Castro Dantas, Anne Caroline Casas Barreto, Nara Neiva Araújo Costa de Sousa 2026

Cette œuvre est sous licence Creative Commons Attribution 4.0 International.