IMAGEM DE UMA ESCRITORA E UMA ESCRITORA DE IMAGENS: AUTOBIOGRAFIA E FICÇÃO EM AGUSTINA BESSA-LUÍS
Résumé
A separação entre a literatura ficcional e a literatura confessional é muito sutil em Agustina Bessa-Luís. Atenta à abundância de traços autobiográficos presentes nos textos ficcionais da escritora e à relevância dada à escrita como elemento fundamental para a constituição do sujeito de memória, pareceu-me interessante estudar os romances Dentes de rato (2006) e Vento, areia e amoras bravas (1990), considerando os pontos que promovem a leitura destas obras como ficção, sem, contudo, desprezar os resíduos autobiográficos que a pontuam. Baliza minhas reflexões o pensamento do teórico francês Philippe Lejeune.
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Références
Bessa-Luís A. Dentes de rato. Ilustração de Renato Izabela. São Paulo: Peirópolis; 2006 [1987].
Bessa-Luís A. O livro de Agustina. Lisboa: Guerra e Paz; 2002.
Bessa-Luís A. Vento, areia e amoras bravas. Lisboa: Guimarães Editores; 1990.
Ceia C (Coord.). Imagem. In: E-Dicionário de Termos Literários [online]. Lisboa: FCSH-UNL; 2010. Disponível em: http://www2.fcsh.unl.pt/edtl.
Lejeune P. O pacto autobiográfico: de Rousseau à internet. Tradução de Jovita Maria Gerheim Noronha e Maria Inês Coimbra Guedes. Belo Horizonte: Editora da UFMG; 2008.
Machado AM. Agustina Bessa-Luís, o imaginário total. Lisboa: Dom Quixote; 1983.
Oliveira M, Bessa-Luís A. Concerto em tom de conversa. Organização de Aniello Angelo Avella. Belo Horizonte: Editora da UFMG; 2007.
Ramos ML. A cena literária e a cena analítica. Aletria. 2005; 12: 76-89.
Santiago S. Histórias mal contadas. Rio de Janeiro: Rocco; 2005.
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