APRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLESA: UMA (AUTO)ANÁLISE
DOI :
https://doi.org/10.22481/folio.v2i10.4504Mots-clés :
Autonomia, Narrativas de aprendizagem, Propiciamentos, Uso de tecnologias digitaisRésumé
O presente trabalho objetivou a realização de uma (auto)análise de uma narrativa de aprendizagem da língua inglesa redigida no momento em que o narrador cursava o semestre inicial de um Curso de Letras. Ao longo da (auto)análise, mobilizamos conceitos relacionados à três categorias de análise: a) manifestações da autonomia do aprendiz; b) os propiciamentos evidenciados na relação entre o aprendiz e os ambientes de aprendizagem; c) situações em que o uso de tecnologias digitais se integrou aos esforços de aprendizado da língua inglesa. Percebemos, com a seleção de excertos representativos da narrativa, que o narrador tornou-se gradualmente mais autônomo em relação à sua própria aprendizagem ao longo da sua trajetória, escolhendo recursos tecnológicos e ambientes de aprendizagem mais adequados aos seus gostos e motivações para aprender a língua. Além disso, percebemos que a (auto)análise proporcionou ao autor da narrativa a possibilidade de ressignificar a sua trajetória com a língua e de refletir sobre como a sua aprendizagem pode influenciar a sua atuação profissional.
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