AS PRÁTICAS DE LETRAMENTO NA SÍNDROME DE DOWN: A IMPORTÂNCIA DOS GÊNEROS TEXTUAIS

Auteurs-es

  • Vivian Meira Universidade do Estado da Bahia (Uneb)
  • Cláudia Madalena Feistauer Universidade do Estado da Bahia (Uneb)

DOI :

https://doi.org/10.22481/folio.v11i2.5454

Mots-clés :

Gêneros textuais; letramento; psicolinguística; síndrome de down.

Résumé

Este texto apresenta uma pesquisa sobre a importância de utilização de gêneros textuais variados no processo de letramento de crianças com Síndrome de Down. A pesquisa foi realizada na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), na cidade de Vitória da Conquista – BA. Tomamos como base o aporte teórico da Psicolinguística e práticas de letramento com utilização de gêneros textuais, considerando os níveis de participação dos atores do contexto educacional e familiar. Além dos dados obtidos por meio do questionários, foram feitas observações de aulas e análise do material empregado no contexto escolar. Os resultados indicam que alunos com Síndrome de Down alcançam níveis satisfatórios de letramento quando na sala de aula são orientados por docentes que usam material diverso e tiveram contato precocemente com materiais escritos no núcleo familiar.

PALAVRAS-CHAVE: Gêneros textuais; letramento; psicolinguística; síndrome de down.

Téléchargements

Les données relatives au téléchargement ne sont pas encore disponibles.

Bibliographies de l'auteur-e

Vivian Meira, Universidade do Estado da Bahia (Uneb)

Professora Titular da Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Pós-Doutorado em Linguística pela University of Cambridge, Reino Unido e pela Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro. Doutora em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Cláudia Madalena Feistauer, Universidade do Estado da Bahia (Uneb)

Doutora em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Puc-RG). Professora Adjunta da área de Linguística da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

Références

Bakhtin M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes; 1999.

Barton D, Hamilton M. Local literacies: reading and writing in one community. London: Routledge; 1998.

Bazerman C. Gêneros textuais, tipificação e interação. In: Dionísio AP, Hoffnagel JJ (Orgs.). Gêneros textuais, tipificação e interação. São Paulo: Cortez; 2006.

Bortone ME, Ribeiro OM. Letramento e leiturização. In: Anais dos 9º e 10º Seminários da Universidade de Uberaba. Uberaba: Ed. Universidade de Uberaba; 2001. p. 65-67.

Brasil. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN). Brasília: MEC; 1997.

Bronckart JP. Atividade de linguagem, textos e discursos: por um interacionismo sociodiscursivo. Machado AR, tradutora. São Paulo: EDUC; 1999.

Baynham M. Literacy practices: investigating literacy in social contexts. London: Longman; 1995.

Brites L. Consciência fonológica: por que ela é essencial para a alfabetização? [Internet]. NeuroSaber; 2018 [acesso em: 2019 Ago 23]. Disponível em: https://neurosaber.com.br.

Buscaglia L. Os deficientes e seus pais: um desafio ao aconselhamento. 4. ed. Rio de Janeiro: Record; 2002.

Cagliari LC. Alfabetizando sem o ba-be-bi-bo-bu. São Paulo: Scipione; 1998.

Capovilla A, Capovilla FC. Problemas de leitura e escrita. 2. ed. São Paulo: Memnon; 2000.

Carvalho GT de, et al. O processo de alfabetização do aluno com síndrome de down na escola inclusiva nos anos iniciais do ensino fundamental. Revista Eletrônica do Curso de Pedagogia das Faculdades OPET [Internet]. 2015 Dez [acesso em: 2019 Ago 23]. Disponível em: http://www.opet.com.br.

Cosson R. Círculos de leitura e letramento literário. São Paulo: Contexto; 2014.

Cunningham C. Síndrome de Down: uma introdução para pais e cuidadores. Costa RC, tradutor. 3. ed. Porto Alegre: Artmed; 2008.

Feistauer CM. O letramento na síndrome de down: o papel da família e da escola [tese]. Porto Alegre: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; 2014.

Giasson J. A compreensão na leitura. Portugal: Asa; 2000.

Heath SB. What no bedtime story means: narrative skills at home and school. Language in Society. 1982; 11: 49-76.

Luiz FM de R, et al. A inclusão da criança com Síndrome de Down na rede regular de ensino: desafios e possibilidades. Revista Brasileira de Educação Especial [Internet]. 2008; 14(3): 497-508. Disponível em: http://www.producao.usp.br.

Jones Diaz C, Makin L. Literacy as social practice. In: Makin L, Diaz J (Eds.). Literacies in early childhood: changing views, challenging practice. Sydney: Maclennan & Petty; 2005. p. 3-14.

Kintsh W. Comprehension: a paradigm for cognition. Cambridge: Cambridge University Press; 1998.

Kleiman A. Processos identitários na formação profissional: o professor como agente de letramento. In: Corrêa M, Boch F (Orgs.). Ensino de língua: representação e letramento. Campinas: Mercado de Letras; 2006.

Marcuschi LA. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In: Dionísio AP, Machado AR, Bezerra MA (Orgs.). Gêneros textuais & ensino. Rio de Janeiro: Lucerna; 2002. p. 19-36.

Marcuschi LA. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola; 2008.

Miguel ES. Leitura na sala de aula: como ajudar os professores a formar bons leitores. Murad F, tradutora. Porto Alegre: Penso; 2012.

Rojo R. Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola; 2012.

Soares MB. Português: uma proposta para o letramento. São Paulo: Moderna; 1999.

Souza AMC. A criança especial: temas médicos, educativos e sociais. São Paulo: Roca; 2003.

Terzi SB. A oralidade e a construção da leitura por crianças de meios iletrados. In: Kleiman ÂB (Org.). Os significados do letramento: uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita. Campinas: Mercado de Letras; 1995.

Tfouni LV (Org.). Letramento, escrita e leitura. Campinas: Mercado de Letras; 2010.

Troncoso MV, Del Cerro MM. Síndrome de Down: leitura e escrita. Porto: Porto Editora; 2004.

Wells G. The meaning makers. Portsmouth: Heinemann; 1986.

Téléchargements

Publié-e

2020-01-27

Comment citer

MEIRA, Vivian; FEISTAUER, Cláudia Madalena. AS PRÁTICAS DE LETRAMENTO NA SÍNDROME DE DOWN: A IMPORTÂNCIA DOS GÊNEROS TEXTUAIS. fólio - revista de letras, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. DOI: 10.22481/folio.v11i2.5454. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/folio/article/view/5454. Acesso em: 20 mai. 2026.