Os silêncios em Gramiro de Matos

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DOI :

https://doi.org/10.22481/folio.v16i1.18166

Mots-clés :

Gramiro de Matos, Silêncio, Exílio, Poesia Contemporânea, Literatura Comparada

Résumé

Este artigo analisa os silêncios na obra de Gramiro de Matos. Nesse proceder, o silêncio não é considerado um conceito único, senão uma dedução que se reflete em cinco aspectos de sua obra: silêncio como o problema da poesia formal, como violência, como exílio, como ostracismo e, por fim, como morte. Para tanto, o artigo relê de toda a sua obra bibliográfica, mais especificamente: Urubu Rei (1972); Os morcegos estão comendo os mamãos maduros (1973); A Conspiração dos Búzios (2016); Influências da Literatura Brasileira nas Literaturas Africanas de Língua Portuguesa (1996); Antologia Poética (2002), sem abdicar de recorrer a outras intextextualidades afins na cultura brasileira, como Waly Salomão, Jorge Amado ou Glauber Rocha. O trabalho elabora uma síntese a partir do não dito na Gramiro, a qual também não deixa de ser uma homenagem ao poeta recentemente falecido.

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Publié-e

2025-10-31

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D’AVILA, Leonardo. Os silêncios em Gramiro de Matos. fólio - revista de letras, [S. l.], v. 16, n. 1, p. 165–181, 2025. DOI: 10.22481/folio.v16i1.18166. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/folio/article/view/18166. Acesso em: 20 mai. 2026.

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