“O ENFERMEIRO” DE MACHADO DE ASSIS: UM EMBATE ENTRE A ESSÊNCIA E A APARÊNCIA EM CONVERSAS COM A PSICOLOGIA
DOI:
https://doi.org/10.22481/folio.v10i1.3845Palavras-chave:
Comportamento humano; Machadio de Assis; Narrador.Resumo
Este estudo objetiva apresentar uma análise interdisciplinar do conto “O Enfermeiro” de Machado de Assis, ancorada nas áreas da Literatura e da Psicologia. Esboçamos uma reflexão sobre o supracitado gênero, analisando o modo como o autor concebe o comportamento humano, evidenciado pelo narrador-personagem. Nessa perspectiva, elaboramos uma releitura de “O Enfermeiro”, em cotejo com “O almocreve”- capítulo XXI de Memórias póstumas de Brás Cubas/ Machado de Assis-, por considerarmos intrínseca a relação de sentido subjacente aos fatos narrados. Observamos, assim, o tom irônico de que os narradores se utilizam, em ambos os casos, para atrair a cumplicidade do leitor. O percurso teórico que fundamenta esta investigação se embasa, principalmente, nas postulações de Bosi (1982; 2007), Fischer (1998), Souza (1998) os quais refletem acerca da obra contística machadiana e também em Dalgalarrondo (2008) e Santos (2009) pesquisadores na área da Psicologia.
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