Os direitos humanos retratados no longa Faroeste Caboclo: o drama social exibido no cinema brasileiro pós-retomada
Palavras-chave:
Desigualdade social, Direitos, Narrativa, Pluralismo jurídico, SujeitoResumo
A desigualdade social é um fenômeno presente nas relações dos indivíduos em sociedade, fruto das transformações ao longo da história, a qual limita os grupos sociais - gênero, cor, crença, classe, etc - de acessar os direitos básicos e, principalmente, em obter oportunidades. O objetivo deste artigo é fazer uma análise da obra fílmica brasileira Faroeste Caboclo (2013), dirigida por René Sampaio, sob a perspectiva da desigualdade social, evidenciando os regimes de visibilidade e visualidade dentro do contexto da narrativa e suas características dentro do movimento cinematográfico de pósretomada. Associados aos estudos descritos anteriormente, foram utilizadas referências bibliográficas do professor Boaventura de Souza Santos ao elencar matérias sobre pluralismo jurídico; do filósofo Michel Foucault e sua definição sobre sujeito, além de relatar sobre a obra fílmica. O estudo expõe a figura de um homem preto, pobre, analfabeto e traficante que pelos infortúnios da vida e falhas do sistema político, econômico e social, sobrevive a um meio em que não oferece escolhas e, sim, apenas uma direção. Direção esta que, muitas das vezes, não oferece dignidade tão pouco paz.