A (in)subordinação da oração subjetiva: entre a originalidade e a cópia ideológica
DOI:
https://doi.org/10.22481/lnostra.v1i1.13327Palavras-chave:
Sintagrama. Determinante. Determinado. Subordinação. Conjunção.Resumo
Dequi propõe a utilização de sintagramas para a identificação de determinante e determinado entre os elementos constitutivos de um enunciado. A partir dessa identificação é possível analisar a questão da subordinação. A análise sobre a determinância permite a defesa da tese da não subordinação da oração subjetiva, proposição que vai de encontro à gramática tradicional e aos manuais escolares. Na análise pelos sintagramas observa-se que recaem para o sujeito todas as informações contidas no enunciado. Esse raciocínio, desenvolvido por Dequi (2006 [1976]), permite a afirmação de que o sujeito, lógica e sintaticamente, é termo soberano e nunca será determinante. Ao considerar a subordinação, outro elemento usado geralmente equivocadamente é a conjunção dita subordinativa integrante: o QUE. Segundo Dequi esse QUE apenas marca a forma desenvolvida do determinado e do determinante. Quem subordina, segundo o autor, não é a conjunção, mas a função sintática da palavra ou da oração. Se o elemento subordinativo fosse a conjunção, não haveria orações reduzidas subordinadas, não haveria palavras subordinadas, nos mostra o autor. Por fim, em comparação cronológica e de conteúdo sobre o aspecto acima, confrontamos as proposições de Dequi com o artigo A oração invisível de Bernardes (2009). O resultado da análise sugere haver cópia ideológica das proposições do CES, haja vista os inúmeros aspectos semelhantes.
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Referências
BERNARDES, Pedro Junqueira. A oração invisível. Revista Língua Portuguesa, São Paulo: Editora Segmento, ano 4, n. 50, dez. 2009.
DEQUI, Francisco. Bases gramaticais multilíngues – Português. Canoas: Centro de Estudos Sintagramaticais, 2004.
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