O processo de alfabetização: as relações entre políticas e práticas do/no município de Vitória da Conquista/BA (2002-2012)
DOI:
https://doi.org/10.22481/lnostra.v8i1.13164Palavras-chave:
Alfabetização, Políticas de Alfabetização, Práticas de AlfabetizaçãoResumo
O início das reflexões sobre o processo de alfabetização se dá a partir das inquietações que surgiram com o constante contato com as professoras alfabetizadoras da rede municipal de ensino de Vitória da Conquista, desde o ano de 2004. Esse contato se deu por meio do desenvolvimento de oficinas de formação continuada e das atividades curriculares desenvolvidas nas disciplinas de Metodologia da Alfabetização e de Prática de ensino do curso de Pedagogia da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. O constante contato com essas professoras, a escuta atenta de seus relatos sobre as práticas pedagógicas foi motivador para o desenvolvimento de uma investigação intitulada “Processo de alfabetização escolar: concepções de alfabetização e práticas alfabetizadoras de professoras da rede municipal de Vitória da Conquista, Bahia, Brasil”, na qual se insere este trabalho. Entre as perguntas que deram origem a esta investigação, destaca-se: Quais são as concepções de alfabetização das professoras alfabetizadoras e sua relação com os referenciais teóricos-metodológicos que fundamentam suas práticas pedagógicas? Daí, o objetivo deste trabalho é apresentar uma análise das relações entre as políticas e as práticas de alfabetização desenvolvidas na rede municipal de ensino de Vitória da Conquista, Bahia, entre os anos de 2002 a 2012. Para a construção dos dados, realizou-se entrevistas com vinte professoras do Ciclo de alfabetização e análise de documentos. Segundo o que se constatou, as políticas e ou programas implementados entre os anos de 2002 a 2012 pelo sistema municipal de educação de Vitória da Conquista, embora o tenha feito com a justificativa de melhorar os índices educacionais, em especial na alfabetização, as preocupações estavam muito mais voltadas para as questões político-burocráticas do que político-pedagógicas. Como consequência, não houve avanço nas práticas pedagógicas, que permaneceram, até esse período, mecânicas, cujas atividades de leitura e escrita eram destituídas de sentido.
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