Saberes, ancestralidade e currículo na educação profissional e tecnológica: A extensão e novas rotas possíveis

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22481/odeere.v10i1.16979

Palavras-chave:

Educação para as relações étnico-raciais, currículo, Cursos FIC, projetos de extensão, Educação profissional e tecnológica

Resumo

Este artigo analisa um curso de formação inicial e continuada (FIC), destinado a mulheres negras e quilombolas do sertão da Paraíba-PB, com o objetivo de apresentar uma experiência de educação afirmativa, afrocentrada e antirracista.  Parte-se da metodologia qualitativa com o enfoque na pesquisa-ação, visando desnudar os impactos desse tipo de curso na vivência das estudantes. Os resultados colocam em perspectiva uma reflexão sobre outras lógicas de possibilidades de construção de cursos, currículos e de produção de saberes que transgridam aqueles já sedimentados na educação tradicional. Tais iniciativas podem servir de exemplo para ações democráticas, inclusivas e voltadas para a promoção da equidade étnico-racial e de gênero no âmbito da educação profissional, técnica e tecnológica. 

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Biografia do Autor

Tatiele Pereira de Souza, Instituto Federal da Paraíba

Possui graduação em Ciências Sociais (2008), mestrado (2011) e doutorado em Sociologia (2016) pela Universidade Federal de Goiás. Atualmente é docente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba - Campus Santa Luzia-PB .

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Publicado

2025-09-03

Como Citar

SOUZA, Tatiele Pereira de. Saberes, ancestralidade e currículo na educação profissional e tecnológica: A extensão e novas rotas possíveis. ODEERE: Revista Internacional de Relações Étnicas, [S. l.], v. 10, n. 1, p. 32–54, 2025. DOI: 10.22481/odeere.v10i1.16979. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/odeere/article/view/16979. Acesso em: 19 jan. 2026.