Saberes, ancestralidade e currículo na educação profissional e tecnológica: A extensão e novas rotas possíveis
DOI:
https://doi.org/10.22481/odeere.v10i1.16979Palavras-chave:
Educação para as relações étnico-raciais, currículo, Cursos FIC, projetos de extensão, Educação profissional e tecnológicaResumo
Este artigo analisa um curso de formação inicial e continuada (FIC), destinado a mulheres negras e quilombolas do sertão da Paraíba-PB, com o objetivo de apresentar uma experiência de educação afirmativa, afrocentrada e antirracista. Parte-se da metodologia qualitativa com o enfoque na pesquisa-ação, visando desnudar os impactos desse tipo de curso na vivência das estudantes. Os resultados colocam em perspectiva uma reflexão sobre outras lógicas de possibilidades de construção de cursos, currículos e de produção de saberes que transgridam aqueles já sedimentados na educação tradicional. Tais iniciativas podem servir de exemplo para ações democráticas, inclusivas e voltadas para a promoção da equidade étnico-racial e de gênero no âmbito da educação profissional, técnica e tecnológica.
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