Uma aula ou um coletivo? Educar é erguer existências e carregar corpos
DOI:
https://doi.org/10.22481/odeere.v10i1.17216Palavras-chave:
Aquilombar a educação, Atenção psicossocial e racialidade, Educação decolonial antirracistaResumo
Esse trabalho pretende apresentar reflexões sobre uma experiência educacional na pós-graduação no campo da atenção psicossocial a partir de três questões: Quais existências se erguem e que corpos carregamos quando conjugamos o verbo aquilombar? Quais existências se erguem e que corpos carregamos quando reforçamos ou desconstruímos a branquitude? Quais existências se erguem e que corpos carregamos quando produzimos e legitimamos saberes decoloniais/contracoloniais? Essas questões surgem do desafio de constituir uma prática educacional decolonial antirracista. As aulas se transformaram numa experiência de coletivo que vem funcionando há um ano e meio, sua composição inclui relações intergeracionais, interraciais, interprofissionais, trabalhadores do “front” da saúde e da educação e ouvintes. Aquelas/es que trazem as marcas e traumas do colonialismo e da colonialidade têm que assentar-se em experiências de despedaçamentos e refazimentos de si. Essa é a mais visceral prática educacional à qual somos condenados. A principal característica de uma educação antirracista contracolonial/decolonial é aquela que forma e cultiva ouvintes e ouvidos.
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