A class or a collective? To educate is to raise existences and carry bodies

Authors

DOI:

https://doi.org/10.22481/odeere.v10i1.17216

Keywords:

Anti-racist decolonial education, Aquilombar education, Psychosocial care and raciality

Abstract

This paper aims to present reflections on a postgraduate educational experience in the field of psychosocial care, based on three questions: What existences arise and what bodies do we carry when we conjugate the verb "aquilombar"? What existences arise and what bodies do we carry when we reinforce or deconstruct whiteness? What existences arise and what bodies do we carry when we produce and legitimize decolonial/countercolonial knowledge? These questions arise from the challenge of establishing an anti-racist decolonial educational practice. The classes became a collective experience that has been ongoing for a year and a half, its composition including intergenerational, interracial, and interprofessional relationships, health and education frontline workers, and listeners. Those who bear the marks and traumas of colonialism and coloniality must ground themselves in experiences of self-shattering and self-remaking. This is the most visceral educational practice to which we are condemned. The main characteristic of a countercolonial/decolonial antiracist education is one that forms and cultivates listeners and ears.

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Author Biographies

Nancy Lamenza Sholl da Silva, Universidade Federal Fluminense

Psicóloga, Professora Adjunta da Universidade Federal Fluminense de Volta Redonda, Mestrado em Saúde Mental pelo IPUB/UFRJ, Doutorado em Estudos Latinoamericanos pela UNAM/México, Profa. Convidada do mestrado profissional em Atenção Psicossocial (MEPPSO)/IPUB-UFRJ; Coordenadora do Projeto de Extensão Núcleo de Atenção às Violências Estruturais.

Maria Tavares Cavalcanti, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Médica psiquiatra, professora titular da Faculdade de Medicina da UFRJ. Professora do Programa de pós graduação em psiquiatria e saúde mental e do Mestrado Profissional em Atenção Psicossocial do Instituto de Psiquiatria da UFRJ.

Emiliano de Camargo David, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Professor adjunto do Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IP/UERJ) e professor colaborador do Mestrado Profissional em Atenção Psicossocial (MEPPSO) do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB/UFRJ); Psicólogo e psicanalista; Integra o AMMA Psique e Negritude – Centro de Pesquisa, Formação e Referência em Relações raciais.

Bruno Netto dos Reys, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Médico psiquiatra, psicanalista e cientista social. Doutor em Psicologia pela UFRJ e Professor Adjunto do Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da Faculdade de Medicina da UFRJ. Membro da Escola Letra Freudiana, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), da Associação Brasileira de Saúde Mental (ABRASME) e da Academia de Medicina do Rio de Janeiro (AMRJ).

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Published

2025-09-03

How to Cite

SILVA, Nancy Lamenza Sholl da; CAVALCANTI, Maria Tavares; DAVID, Emiliano de Camargo; REYS, Bruno Netto dos. A class or a collective? To educate is to raise existences and carry bodies. ODEERE: International Journal of Ethnic Relations, Bahia, Brasil, v. 10, n. 1, p. 96–107, 2025. DOI: 10.22481/odeere.v10i1.17216. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/odeere/article/view/17216. Acesso em: 18 may. 2026.