Circulação dos afetos no currículo escolar: entre a cozinha e a culinária, histórias e narrativas de mulheres professoras negras
DOI:
https://doi.org/10.22481/odeere.v10i1.17229Palavras-chave:
Afetos, Cozinha e culinária, Currículo, Histórias de mulheres, Professoras negrasResumo
Este artigo evidencia reflexões no campo da educação e do currículo, tomando as histórias e narrativas de mulheres professoras negras com ênfase na circulação dos afetos, tendo as epistemologias da encruzilhada como referencial metodológico, ancoradas na cosmopercepção iorubá. O espelhamento narrativo foi o instrumento analítico, e os resultados indicam que a culinária e a cozinha se definem como espaços de ressignificação, para fortalecer os laços perdidos entre pessoas negras, pois é possível acionar, evidenciar afetos e fazê-los circular no currículo escolar. A análise sobre as histórias das professoras negras aponta categorias reconfiguradas como afetos que movimentam escolhas e práticas
Downloads
Referências
ALEXANDRE, Claudia. Exu-Mulher e o matriarcado nagô: sobre masculinização, demonização e tensões de gênero na formação dos candomblés. Rio de Janeiro: Fundamentos do Axé, 2023.
FLOR DO NASCIMENTO, W. Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí: Potências filosóficas de uma reflexão. Problemata: Revista Internacional de Filosofia, v. 10, n. 12, p. 8-28, 2019.
FLOR DO NASCIMENTO, Wanderson. Em torno de um pensamento oxunista: Ìyá descolonizando lógicas de conhecimento. Revista de Filosofía Aurora, Curitiba, v. 33, n. 59, p. 382-397, 2021.
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
HAMPATÉ BÂ, Amadou. A tradição viva. In: KI-ZERBO, Joseph (ed.). Metodologia e Pré-história da África. Brasília, DF: Unesco, 2010, p. 168-212.
HORDGE-FREEMAN, Elizabeth. A cor do amor: características raciais, estigma e socialização em famílias negras brasileiras. São Carlos: Ed. UFSCar, 2019.
NOGUEIRA, Sidnei. Intolerância religiosa. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2020.
NOGUERA, Renato. Por que amamos: o que os mitos e a filosofia têm a dizer sobre o amor. Rio de Janeiro: Harper Collins Brasil, 2020.
OYěWÙMÍ, Oyèronké. A invenção das mulheres: construindo um sentido africano para discursos ocidentais de gênero. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2021.
PIEDADE, Vilma. Dororidade. São Paulo: Editora Nós, 2017.
RUFINO, Luiz. Epistemologia na Encruzilhada: política do conhecimento por Exu. ABATIRÁ: Revista de Ciências Humanas e Linguagens, Salvador, v. 2, n. 4, p. 1-861, 2021.
SACRISTAN, José Gimeno. O currículo: uma reflexão sobre a prática. Porto Alegre: Artmed, 2000.
SAFATLE, Vladimir. O circuito dos afetos: corpos políticos, desamparo e o fim do indivíduo. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2018.
SÀLÁMÌ (King), Síkírù; RIBEIRO, RonildaIyakemi. Exu e a ordem do universo. 2. ed. São Paulo: Editora Oduduwa, 2015.
SAVIANI, Dermeval. Educação escolar, currículo e sociedade: o problema da Base Nacional Comum Curricular. Movimento-revista de educação, n. 4, p. 54-84, 2016.
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. 3ª Ed.; 7. Reimp. – Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2015.
SODRÉ, Muniz. As estratégias sensíveis: afeto, mídia e política. 2. ed. Rio de Janeiro: Mauad X, 2016.
SODRÉ, Muniz. Pensar nagô. Petrópolis: Vozes, 2017.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 ODEERE: Revista Internacional de Relações Étnicas

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Você é livre para:
Compartilhar - copia e redistribui o material em qualquer meio ou formato; Adapte - remixe, transforme e construa a partir do material para qualquer propósito, mesmo comercialmente. Esta licença é aceitável para Obras Culturais Livres. O licenciante não pode revogar essas liberdades, desde que você siga os termos da licença.
Sob os seguintes termos:
Atribuição - você deve dar o crédito apropriado, fornecer um link para a licença e indicar se alguma alteração foi feita. Você pode fazer isso de qualquer maneira razoável, mas não de uma forma que sugira que você ou seu uso seja aprovado pelo licenciante.
Não há restrições adicionais - Você não pode aplicar termos legais ou medidas tecnológicas que restrinjam legalmente outros para fazer qualquer uso permitido pela licença.


