Práticas insurgentes na educação em saúde em um curso de Medicina: confluências afropindorâmicas
DOI:
https://doi.org/10.22481/odeere.v10i1.17391Palavras-chave:
Educação Antirracista e Democrática, Educação em Saúde, Medicina, Relações étnicas-raciaisResumo
O espaço acadêmico constrói-se epistemologicamente a partir de estruturas coloniais que têm colocado saberes em lugares de silenciamentos e subalternidade do conhecimento. A experiência em um curso de Medicina, majoritariamente, branco e com projetos pedagógicos que tratam das questões étnico-raciais como tema transversal em alguns componentes e de responsabilidade de alguns poucos docentes, colocou essa docente diante de uma questão: como criar estratégias de insurgências epistemológicas e metodológicas que se contraponham ao enquadre colonial da produção de conhecimento? Destarte, trago o relato de uma experiência docente no componente de Educação em Saúde em um curso de medicina. As atividades realizadas envolveram levantamento de conhecimento prévio, problematização do conceito de Educação em Saúde, narrativas, filme, conversa com rezadeiras, visita a serviços de saúde, círculos de diálogo e teatro do oprimido, com referências nacionais, quilombola, indígena e do feminismo negro. Essas atividades levaram-nos a problematizar o colonialismo e a aproximações com os saberes locais. Como resultados tivemos a amplificação de vozes e memórias sobre educação, saúde, corpo, cuidado que são silenciadas pelos discursos dominantes, trazendo referenciais e discussões que se contrapõem aos enquadres coloniais. É importante a construção de comunidade pedagógicas que impulsionem o sonhar com uma Educação Antirracista e Democrática.
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