Confluências afropindorâmicas: currículos e didáticas insurgentes na educação
DOI:
https://doi.org/10.22481/odeere.v10i1.17534Palavras-chave:
confluências, currículos, didáticas, insurgência na educaçãoResumo
Este dossiê possibilitou um ajuntamento de confluências afropindorâmicas com estudos e pesquisas sobre as relações étnico-raciais no campo da Educação. Nosso entendimento parte de “[...] uma força que rende, aumenta, que amplia” (Nêgo Bispo, 2023, p. 15) nossos saberes sobre/com o mundo assumindo perspectivas não-eurocêntricas e descolonizadoras. Partimos, também, da ideia afropindorâmica de Negô Bispo (2023) compreendendo uma epistemologia que emerge dos/com os povos das circularidades: quilombolas, indígenas e negros. Ampliamos, essa compreensão para os povos de terreiro, os ciganos, os ribeirinhos, ou seja, os que estão à margem. Compreendemos que é necessário refletir sobre as lentes que normatizam para “olhar currículos” e “as didáticas”. Existem muitas formas que emergem de maneira complexa e produtiva com fazeres-saberes que se entrelaçam e nutrem corpos, modos de ver, compreender, ler e se pensar, para além das políticas do silenciamento e da normalização. Trata- se de pensamentos que se lançam onde fervilham os movimentos ordinários, experiências múltiplas, ações inventivas compreendendo que há começo, meio e começo. Por fim, queremos reafirmar, nosso compromisso com as leituras baseadas na centralidade afropindorâmica de fazeres-saberes diaspóricos com abordagens decoloniais.
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