Racismo estrutural no Brasil: a luta por uma sensibilidade do mundo decolonial

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.22481/odeere.v8i1.11658

Palabras clave:

Racism, Características, Decolonialidad, Tipos

Resumen

El presente trabajo aborda cuestiones conceptuales sobre el racismo en Brasil relacionadas con el proceso histórico de colonización, destacando la creación de un imaginario colectivo hegemónico, eurocéntrico, patriarcal, reproducido por la ideología dominante y reforzado por prácticas racistas en las relaciones sociales. Por otro lado, traemos la decolonialidad como una ruptura epistemológica que busca romper con las ideologías coloniales dominantes que prevalecen sobre el pensamiento occidental y apunta caminos para enfrentar el racismo estructural. El aporte teórico está dado por la perspectiva decolonial de autores como Walter Mignolo (2017), Anibal Quijano (2009), Molefi Asante (2009), Nah Dove (2017) y Lélia Gonzales (1984) y cuestionamientos sobre raza, racismo, anti -racismo y racismo estructural con autores como Kabengele Munanga (1999), Antônio Sérgio Alfredo Guimarães (1999), Carlos Moore (2007), Antônio Olímpio de Sant`Anna (2004). La metodología utilizada fue la investigación bibliográfica con carácter exploratorio y descriptivo. La sociedad necesita creer que el racismo existe para ser combatido, contrariamente a la forma velada y negacionista en que se presenta en el cotidiano brasileño. Como resultado, tenemos un imaginario popular de formas específicas de racismo sedimentado culturalmente por un proyecto de colonización que impuso e impone la imagen de negros con características de inferioridad en las más diversas instituciones sociales existentes: racismoestructural, racismo institucional, racismo mediático, racismo epistémico Racismo y racismo ambiental.

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Publicado

2023-04-30

Cómo citar

SOUSA, Janayna Alves de; BRUSSIO, Josenildo Campos. Racismo estrutural no Brasil: a luta por uma sensibilidade do mundo decolonial. ODEERE: Revista Internacional de Relaciones Étnicas, Bahia, Brasil, v. 8, n. 1, p. 264–284, 2023. DOI: 10.22481/odeere.v8i1.11658. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/odeere/article/view/15535. Acesso em: 19 may. 2026.