BLACK FEMINISMS AND DECOLONIALITY

Authors

DOI:

https://doi.org/10.22481/odeere.v6i01.8468

Keywords:

black feminism, education, anti-racism, antisexism, decoloniality

Abstract

Based on the assumption that the history and performance of black feminist writers is a way of tensioning social relations to solve problems arising from colonization, this study starts from the idea that the insertion and theorization of the roles and contributions of these authors in the structures production corroborates for the deconstruction of ethical and aesthetic narratives based on the Eurocentric bias. The objective is to highlight the potential of black feminist thinking, through intersectionality, as a pedagogical tool to foster the debate of race / ethnicity, class and gender, in the educational field and combating structural racism, sexism and patriarchal culture arising from coloniality. For that, it starts from a feminist, bibliographic and qualitative methodological approach and constitutes a dialogue anchored in foreign and Brazilian authors, in which appears that the black feminist thought can collaborate for the construction of an anti-racist, anti-sexist and decolonial education.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

Claudia de Faria Barbosa, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e Centro Universitário UniRuy

Doutora em Humanidades (UCSAL), pesquisadora do Grupo de Estudos Hermenêuticos em Famílias, Territórios, Identidades e Memória (GEHFTIM, CNPq-UESB), professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Centro Universitário UniRuy e professora colaboradora do Programa de pós-graduação stricto sensu em Relações Étnicas e Contemporaneidade (PPGREC – UESB). Autora do livro: As mulheres na política local: entre as esferas pública e privada. Lattes: http://lattes.cnpq.br/2168813017315763 E-mail: barbosa.claudiadefariabarbosa@gmail.com

Edmeire Oliveira Pires, Rede Municipal e Estadual de Ensino de Souto Soares- Bahia

Mestranda em Gerência e Administração de Políticas Culturais e Educacionais do Instituto de Educação Superior Kyre’y Sãso (IESKS), Pós-graduada em História e Cultura Afro-brasileira (Pró- Saber) e Professora da Rede Municipal e Estadual de Ensino de Souto Soares - Bahia. Lattes: http://lattes.cnpq.br/4839858362331728 E-mail: meireoliveira18@hotmail.com

References

ADICHIE, Chimamanda Ngozi. O perigo de uma história única. https://www.youtube.com/watch?v=qDovHZVdyVQ&t=17s. Acessado em: 14/04/2021.

AKOTIRENE, Carla. Interseccionalidade: feminismos plurais. São Paulo. Pólen, 2019.

ALMEIDA, Silvio. Racismo Estrutural. São Paulo: Pólen, 2019.

AZEVEDO, Célia Maria Marinho de. Onda Negra, Medo Branco: o negro no imaginário das elites, século XIX. São Paulo: Paz e Terra, 1987.

BAHIA. Secretaria de Saúde. Programa de Combate ao Racismo Institucional, 2006, s/p.

BEAUVOIR, Simone de. O Segundo Sexo: Fatos e Mitos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.

BRASIL. Lei 12. 593. Plano Plurianual 2012-2015. Brasília, 2012. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/L12593.htm Acessado em 10/03/2021.

_____. Lei 11.645/08. História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. Brasília, 2008. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm Acessado em: 10/03/2021.

_____. Proposta de Emenda Constitucional n. 32/2020. https://static.poder360.com.br/2020/09/PEC-32-2020.pdf. Acessado em: 14/04/2021.

_____. Medida Provisória 936/2020, Brasília, DF, 2020. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/mpv/mpv936.htm Acessado em: 10/04/2021.

_____. Emenda Constitucional 103/2019. Brasília. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc103.htm. Acessado em: 10/04/2021.

_____. Emenda Constitucional 95/2020.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc95.htm Acessado em: 20/12/2021

BENTO, Maria Aparecida Silva. Pactos Narcísicos no Racismo: Branquitude e poder nas organizações empresariais e no poder público. USP: São Paulo, 2002.

CARNEIRO, Sueli. Escritos de uma vida. São Paulo: Jandaíra, 2020.

CARNEIRO, Sueli. Enegrecer o Feminismo: a situação da mulher negra na América Latina a partir de uma perspectiva de gênero, 2011. https://www.geledes.org.br/enegrecer-o-feminismo-situacao-da-mulher-negra-na-america-latina-partir-de-uma-perspectiva-de-genero/. Acessado em: 20/02/2021.

CARNEIRO, Sueli. Epistemicídio, 2013. https://www.geledes.org.br/epistemicidio/. Acessado em: 10/11/2020.

______; FISCHMANN, Roseli. A construção do outro como não-ser como fundamento do ser. Tese de Doutorado em Educação. Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005.

COLLINS, Patrícia Hill. Pensamento Feminista Negro: Conhecimento, Consciência e a Política do Empoderamento. São Paulo: Boitempo, 2019.

______. Aprendendo com a outsider within: a significação sociológica do pensamento feminista negro. Revista Sociedade e Estado, Brasília, Volume 31. n. 1, p. 99-127. Janeiro/abril 2016.

CRENSHAW, Kimberlé. Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Revista Estudos Feministas, ano 10, 174 1º semestre 2002, p. 171-188 https://www.scielo.br/pdf/ref/v10n1/11636.pdf Acessado em: 20/02/2021.

DAVIS, Ângela. Mulheres, raça e classe. Tradução de Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo, 2016.

EVARISTO, Conceição. Olhos D’água. Rio de Janeiro: Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, 2016.

_____, Conceição. Tempo de nos Aquilombar. Rio de Janeiro: O Globo, 2019.

FANON, Franz. Pele Negra, Máscaras Brancas. São Paulo: Ubu, 2020.

FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir: Nascimento da Prisão. 1975.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

FREYRE, Gilberto. Casa-Grande & Senzala. São Paulo: Global Editora, 2006.

GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. Ciências Sociais Hoje, Anpocs, p. 223 – 244, 1984. http://www.unirio.br/cchs/ess/Members/renata.gomes/ensinoemergencial/2020.1/outrasindicacoes/Racismo%20e%20sexismo%20na%20cultura%20brasileira.pdf/view. Acessado em: 14/04/2021.

______.A categoria político-cultural de amefricanidade. In: Tempo Brasileiro. Rio de Janeiro, n. 92/93 (jan./jun.). 1988, p. 69 - 82. https://negrasoulblog.files.wordpress.com/2016/04/a-categoria-polc3adtico-cultural-de-amefricanidade-lelia-gonzales1.pdf. Acessado em: 14/04/2021.

______. Por um feminismo afro-latino-americano. In: Caderno de formação política do Círculo Palmarino n. 1 Batalha de Ideias, 2011. https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/271077/mod_resource/content/1/Por%20um%20feminismo%20Afro-latino-americano.pdf. Acessado em: 06/06/2020.

______. Documentário. In: As Divas Negras do Cinema Brasileiro. Direção: Vik Birkbeck. Rio de Janeiro: Enugbarijô Comunicações, 1989. https://www.youtube.com/watch?v=vJPCUf4yLKw/ . Acessado em: 14/03/2021.

HARAWAY, Donna. Simians, cyborgs, and women. The reinvention of nature. Routledge, New York, 1991.

HOOKS, Bell. Ensinando a Transgredir: a educação como prática de liberdade. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2013.

______. Mulheres negras moldando a teoria feminista. Rev. Bras. Ciênc. Polít., Brasília, n. 16, p. 193 - 210, abr. 2015. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-33522015000200193&lng=pt&nrm=iso. Acessado em: 14/04/2021.

______.apud COLLINS, Patrícia Hill. Aprendendo com a outsider within: a significação sociológica do pensamento feminista negro. Revista Sociedade e Estado, Brasília, Volume 31. n. 1, p. 99 -127. Janeiro/abril 2016.

______. O feminismo é para todo mundo: políticas arrebatadoras. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2018.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia E Estatística. Censo Brasileiro de 2016. Rio de Janeiro, 2018. https://www.ibge.gov.br/np_download/novoportal/documentos_institucionais/Plano_de_Dados_Abertos_IBGE_2016_2017_20160831.pdf Acessado em: 15/02/2021.

JESUS, Carolina Maria de. Quarto de Despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Francisco Alves, 1960.

KERGOAT, Danièle. Dinâmica e consubstancialidade das relações sociais. Novos Estudos. Cebrap, 86: 93-103, São Paulo, 2010. p. 100. https://www.scielo.br/j/nec/a/hVNnxSrszcVLQGfHFsF85kk/?lang=pt&format=pdf . Acessado em: 31/05/2021.

KILOMBA, Grada. Memórias da Plantação: Episódios de Racismo no Cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.

LACAN, Jaques. O Seminário: de um Outro a outro, livro 16. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2008.

LUGONES, Maria. Rumo a um feminismo descolonial. Estudos Feministas, Florianópolis, 22(3): 935-952, setembro-dezembro/2014, p. 940-941.

MATTOS, Wilson Roberto de. Valores civilizatórios afro-brasileiros na elaboração dos currículos escolares, ensaiando pressupostos. In: RAMOS, Marise Nogueira; ADÃO, Jorge Manoel; BARROS, Graciete Maria Nascimento (Coord.) Diversidade na educação: reflexões e experiências. Brasília: Secretaria de Educação e Média e Tecnológica, p. 30, 2003.

MIGNOLO, Walter D. O lado mais escuro da modernidade. Revista Brasileira de Ciências Sociais - vol. 32 N° 94, julho, 2017.

QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Edgardo (Org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005.

RATTS, Alex. Eu sou atlântica: sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo: Instituto Kuanza, 2007.

Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (PENSSAN). Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil. 2021. http://olheparaafome.com.br/VIGISAN_Inseguranca_alimentar.pdf. Acessado em: 15/04/2021.

RIBEIRO, Djamila. Quem tem medo do feminismo negro? São Paulo: Companhia das Letras, 2018.

______. O que é lugar de fala? São Paulo. Letramento, 2017.

SANTOS, Boaventura de Sousa. Construindo as Epistemologias do Sul: Antologia Esencial. Volume I: Para um pensamento alternativo de alternativas. Ciudad Autónoma de Buenos Aires: Clacso, 2018.

SANTOS, Richard. Maioria Minorizada: um dispositivo analítico de racialidade. Rio de Janeiro: Editora Telha, 2021.

SOJUNER TRUTH, apud DAVIS, Ângela. Mulheres, raça e classe. Tradução de Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo, 2016.

TORRES, Nelson Maldonado. La descolonización y el giro des-colonial. In: Tabula Rasa. Bogotá Colombia, n. 9: 61-72, julio-diciembre, 2008. https://enriquedussel.com/txt/Textos_200_Obras/Filosofos_latinos_EU/Descolonizacion_giro-Nelson_Maldonado.pdf. Acessado em: 07/12/2020.

VERGÈS. Françoise. Um feminismo decolonial. Ubu Editora, 2020.

WERNECK, Jurema. Racismo Institucional e Saúde da População Negra. Revista Saúde e Sociedade. São Paulo, vol. 25, n.3. p. 543, 2016.

Published

2021-06-30

How to Cite

BARBOSA, Claudia de Faria; PIRES, Edmeire Oliveira. BLACK FEMINISMS AND DECOLONIALITY. ODEERE: International Journal of Ethnic Relations, Bahia, Brasil, v. 6, n. 1, p. 257–286, 2021. DOI: 10.22481/odeere.v6i01.8468. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/odeere/article/view/8468. Acesso em: 9 jun. 2026.