Ser mujer negra en la docencia universitaria en Ciencias Naturales: Narrativas de existencia y re(existencia)
DOI:
https://doi.org/10.22481/odeere.v10i1.16717Palabras clave:
Ciencias Naturales, Docencia universitaria, Escritura, Mujeres negrasResumen
Este artículo es un extracto de una investigación que indaga en las narrativas autobiográficas de profesoras universitarias negras del ámbito de las ciencias naturales en sus trayectorias vitales, investigadoras y formativas. El estudio se guía por las aportaciones de la investigación autobiográfica, un enfoque que reconoce la autoescritura, las autobiografías y las narrativas como artefactos para reinventar los significados culturales, políticos e históricos de la realidad concreta. En consecuencia, la narrativa de una mujer negra científica y profesora investigadora en el campo de las ciencias naturales, explorada como una de las etapas de esta investigación, nos permite tejer comprensiones más poderosas sobre las intersecciones de raza, género y clase en la enseñanza universitaria y en los itinerarios de vida/profesión frente a las limitaciones históricas a las que se enfrentan las mujeres negras en la ciencia. En síntesis, este trabajo se organiza de la siguiente manera: 1) notas sobre la relevancia de la discusión sobre género, raza y clase en la enseñanza de las ciencias; 2) presentación de un panorama conceptual de la investigación autobiográfica y su dimensión política; 3) breve historia de los movimientos de mujeres y del surgimiento de las epistemologías feministas y del feminismo negro; 4) reflexiones sobre la vida, las narrativas y las visiones sobre las asimetrías raciales y la condición de las mujeres negras en la enseñanza universitaria de las ciencias naturales.
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