Encantos, senderos y cruces en las aguas del río Choró, Siará

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.22481/odeere.v11i1.17361

Palabras clave:

Etnias, Cultura afrobrasileña, Messejana, Reanudaciones, Río Choró

Resumen

Este artículo, centrado en el territorio del río Choró, en Siará, busca identificar los valores colectivos de la cultura dominante y eurocéntrica que inciden en las políticas de ordenación urbana y que desprestigian las cosmovisiones de los pueblos originarios de esta región. La reflexión se inserta en el contexto histórico de disputas territoriales y de la opresión ejercida sobre las poblaciones Paiacu, Potiguara, Pitaguaris y Jenipapo Kanindé. El estudio emplea la investigación autoetnográfica, guiada por un inventario de materialidades, narrativas orales y trabajos de campo. La investigación descubre la historia local a partir de un conjunto de documentos hallados en el Archivo Histórico Ultramarino, en Lisboa, referentes a los años 1760 y 1761. Estos documentos incluyen cartas escritas por indígenas de la entonces Vila de Mecejana (actual Messejana), además de trozos de encajes de bolillos y puntillas, tejidos por niñas de la "villa de indios". Tales actividades revelan la imposición de la lengua extranjera y la invención de oficios como forma de expropiación y de trabajo forzoso, inscribiendo la mano del colonizador. Al navegar por el curso de agua (el Choró), entendido como un "acontecimiento" y escenario de disputa, el trabajo busca retomar territorios, revivir insurgencias y revisitar heridas abiertas, proponiendo el despertar de la memoria incorporada y el resurgimiento de comunidades indígenas.

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Biografía del autor/a

Hector Rocha Isaias, Universidade de Salamanca

Doutorando em Antropologia pela Universidade de Salamanca, USAL, Espanha. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Ceará (2017). Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Ceará (2014). Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, atuando principalmente nos seguintes temas: Percepção e Representação, Planejamento Urbano e Processos de Criação. Organizou e produziu o Congresso da SIGradi 2012 (Sociedad Iberoamericana de Grafica Digital). Integrou a terceira turma do Curso de Realização em Audiovisual da Escola Pública de Audiovisual da Vila das Artes. Foi professor no Departamento de Arquitetura, Urbanismo e Design, DAUD-UFC em 2018. Integra o Laboratório de Investigação em Corpo, Comunicação e Arte - LICCA/UFC e o Laboratório de Estudos e Experimentações em Audiovisual - LEEA, registrados no Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq. Atualmente dedica-se ao estudo de Interfaces Digitais, Visualidades da Cena e Cenografia.

Rute Morais Souza, Ministério dos Povos Indígenas

Indígena do povo Anacé, do estado do Ceará, é doutora em Ciências Sociais pela Universidade de Salamanca, na Espanha, com distinção cum laude. Atualmente, é doutoranda em Antropologia pela Universidade de Brasília (UnB). Coordenadora Geral de Promoção à Justiça Ambiental e Climática, do Departamento de Justiça Climática da Secretaria Nacional de Gestão Ambiental e Territorial Indígena, do Ministério dos Povos Indigenas-MPI. 

Citas

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Publicado

2026-07-16

Cómo citar

ISAIAS, Hector Rocha; SOUZA, Rute Morais. Encantos, senderos y cruces en las aguas del río Choró, Siará. ODEERE: Revista Internacional de Relaciones Étnicas, Bahia, Brasil, v. 11, n. 1, p. 1–15, 2026. DOI: 10.22481/odeere.v11i1.17361. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/odeere/article/view/17361. Acesso em: 21 jul. 2026.