Investigando la “Historia única” en la enseñanza de las fracciones a través del ojo de Horus, Dios de Kemet
DOI:
https://doi.org/10.22481/odeere.v6i2.9877Palabras clave:
Enseñanza de las matemáticas, Decolonialidad, Interculturalidad crítica, FracciónResumen
Este texto contribuye a deconstruir falacias racistas que forjaron discursos dañinos a pueblos no europeos. El concepto de “Historia única”, presentado por la escritora Chimamanda Adichie y la canción Faraó - Divindade do Egito, del compositor Luciano Gomes, incitaban el artículo. Señalamos las posiciones de los filósofos que contribuyeron a construir el racismo científico y las relacionamos con narrativas que defienden la singularidad de las Matemáticas. La fábula de la Matemática única es una forma de negar las técnicas matemáticas desarrolladas por grupos étnicos que no ocupan puestos de poder en la Academia. Nuestro objetivo, a través de la descolonialidad y la interdisciplinariedad crítica (Walsh, 2009), respaldar las propuestas de enseñanza en las clases de educación de jóvenes y adultos que cumplan con las Directrices del plan de estudios nacional para la enseñanza de relaciones étnico-raciales. Los antiguos africanos fueron los inventores de la fracción de objeto matemático, así como de su notación actual. Los registros históricos más antiguos sobre este objeto son el papiro kemético, siendo el papiro de Ahmes el más importante. Este documento histórico presenta varias contribuciones africanas a las matemáticas. Finalmente, nos dirigimos al Mito Horus, un dios kemético, para enfatizar que las fracciones estaban relacionadas con la vida cotidiana de la antigua civilización egipcia.
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