O rap como ponte transatlântica entre Brasil e Moçambique
DOI:
https://doi.org/10.22481/odeere.v10i2.18125Palavras-chave:
Hip hop, resistência cultural, conexão transatlântica, identidade negraResumo
Este artigo investiga o rap, enquanto expressão artística e política do movimento hip-hop, como uma linguagem de resistência transatlântica. O objetivo é compreender como o rap atua como prática de memória, afirmação identitária e ponte cultural entre povos negros historicamente racializados, com foco na conexão entre Brasil e Moçambique. A metodologia parte de uma revisão sobre o papel do rap no cenário brasileiro e sua dimensão global como voz da diáspora africana. Em seguida, realiza-se um estudo do videoclipe “Conexão Brasil x Moçambique”, examinando seus elementos líricos, visuais e, principalmente, linguísticos, como o uso do pretuguês (brasileiro e moçambicano) e do xi-changana. Os resultados evidenciam que o rap não só articula denúncias contra o racismo e a desigualdade, mas também constrói pontes culturais ao registrar e valorizar saberes e expressões linguísticas não hegemônicas.
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