Saberes matemáticos experienciais entre reconhecimento e criação curricular

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22481/praxisedu.v22i53.21005

Palavras-chave:

saberes matemáticos experienciais, reconhecimento de saberes, criação curricular, educação matemática, educação com pessoas jovens, adultas e idosas

Resumo

Este artigo analisa como saberes matemáticos experienciais são reconhecidos e mobilizados por docentes, formadores e gestores no processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC), em Portugal, e no Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos Campo Limpo (CIEJA Campo Limpo), unidade da rede municipal de São Paulo, examinando possibilidades e tensões de criação curricular que emergem das relações entre experiências, escolhas profissionais e orientações institucionais. O estudo, de abordagem qualitativa, retoma materiais produzidos em uma pesquisa de pós-doutorado realizada em Portugal, em 2021, e no Brasil, em 2022, mediante análise documental, entrevistas semiestruturadas e encontros de interlocução com profissionais. Neste artigo, esses materiais são revisitados a partir da problemática da criação curricular e organizados em três eixos: o que conta como saber matemático experiencial; como os saberes são reconhecidos e legitimados; e que matemáticas são mobilizadas e com que finalidade. A análise apresenta diferentes relações entre experiência, reconhecimento e composição do trabalho educativo. No RVCC, a abertura aos saberes experienciais convive com sua explicitação em relação às competências institucionalmente previstas para reconhecimento e certificação. No CIEJA Campo Limpo, os materiais indicam maior possibilidade de que situações vividas pelas pessoas estudantes e questões relacionadas ao território participem da formulação dos problemas e da seleção dos conhecimentos mobilizados. Argumenta-se que reconhecimento e criação curricular podem se aproximar, mas não se confundem: as possibilidades de criação dependem das condições em que as experiências participam da composição das questões, dos conhecimentos e das finalidades do trabalho educativo.

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Biografia do Autor

Carla Cristina Pompeu, Universidade Federal do Paraná

Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo. Professora da Universidade Federal do Paraná. Grupo em Estudos e Pesquisa sobre e Autorias docente Currículos de Matemática (GEPAC).

Contribuição de autoria: Conceptualization, Data curation, Formal Analysis, Investigation, Methodology, Writing – original draft.

 

Elenilton Vieira Godoy, Universidade Federal do Paraná

Doutor em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP). Docente da Universidade Federal do Paraná. Grupo de Estudos Curriculares, Decolonialidade, Diversidade e Subalternidade (GECUDEDIS). Bolsista de Produtividade em Pesquisa da Fundação Araucária (FA/PR).

Contribuição de autoria: conceitualização, análise formal, escrita – revisão e edição.

 

Rafael Ferreira de Souza Honorato, Universidade Estadual da Paraíba

Doutor em Educação pela Universidade Federal da Paraíba. Professor da Universidade Estadual da Paraíba. Bolsista de Pós-doutorado Júnior do CNPq. Pós-doutorando na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Contribuição de autoria: conceitualização, análise formal, escrita – revisão e edição.

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Publicado

12-10-2026

Como Citar

POMPEU, Carla Cristina; GODOY, Elenilton Vieira; HONORATO, Rafael Ferreira de Souza. Saberes matemáticos experienciais entre reconhecimento e criação curricular. Práxis Educacional, Vitória da Conquista, v. 22, n. 53, p. e21005, 2026. DOI: 10.22481/praxisedu.v22i53.21005. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/praxis/article/view/21005. Acesso em: 17 out. 2026.

Edição

Seção

Seção temática - Acontecimentos curriculares em Ciências e Educação Matemática