O paradoxo do investimento educacional brasileiro: uma análise comparativa sobre custo-aluno e desenvolvimento humano na ótica da OCDE (2024)
DOI:
https://doi.org/10.22481/redupa.v5i5.18585Palavras-chave:
financiamento de educação, custo-aluno, política educacional, valorização do professor, ensino superiorResumo
O presente artigo analisa a eficácia do financiamento público em educação no Brasil com base nos indicadores do relatório global da OCDE de 2024. O estudo investiga o paradoxo entre o percentual do Produto Interno Bruto destinado ao setor e o baixo investimento nominal per capita na educação básica, que representa cerca de um terço da média dos países desenvolvidos. Por meio de uma revisão bibliográfica fundamentada em teorias do capital humano e da sociologia da educação e de análise documental de dados comparados da OCDE (2024), examina-se como o subfinanciamento impacta diretamente a valorização salarial docente e as taxas de conclusão do ensino superior. A pesquisa evidencia que o déficit estrutural de financiamento por aluno constitui o principal entrave para a elevação da produtividade nacional e para a superação do hiato educacional frente às economias globais. Conclui-se que a transição para um sistema de excelência exige que o país priorize o custo-aluno-qualidade como estratégia de Estado para o desenvolvimento humano e econômico sustentável.
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