Un retrato sobre el autismo en Brasil: ¿hemos avanzado en políticas públicas?
DOI:
https://doi.org/10.22481/reed.v7i14.18241Palabras clave:
Autismo, Políticas públicas, Inclusión educativa, Normalización, DenominacionesResumen
Este artículo analiza críticamente los avances y limitaciones de las políticas públicas brasileñas destinadas a la inclusión de personas autistas, a partir de la problematización de las distintas denominaciones y representaciones que inciden sobre esta población. Fundamentado en la teorización foucaultiana de la normalización, se evidencia cómo las políticas educativas y de salud, desde 1994, han contribuido a la producción de un campo discursivo que, en ocasiones, patologiza y, en otras, invisibiliza el autismo, configurando un escenario de in/exclusión escolar. El análisis documental de 32 normativas oficiales revela una histórica adhesión de la educación a las clasificaciones médicas, reiterando el autismo como desviación y reforzando prácticas correctivas en detrimento de enfoques pedagógicos transformadores. Se concluye que, aunque existen avances legales, como la institucionalización del término Trastorno del Espectro Autista (TEA), persisten ambigüedades y silenciamientos que comprometen la realización de una inclusión educativa plena y ética.
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