A lição do Ipê para estágio crítico na formação docente
DOI:
https://doi.org/10.22481/reed.v6i13.19159Palavras-chave:
Estágio crítico, Metáfora, PráxisResumo
Este ensaio problematiza o estágio curricular supervisionado na formação inicial de professores no Brasil a partir de uma perspectiva crítica de base hermenêutica. Parte-se do diagnóstico de que o estágio, frequentemente reduzido a práticas burocráticas e ao cumprimento de exigências formais, tende a esvaziar sua potência formativa. Em contraposição, propõe-se o estágio crítico como um movimento que se constitui no interior do estudante-estagiário, articulando reflexão, experiência e consciência na construção da docência como práxis. A metáfora do Ipê orienta a compreensão do tempo formativo como processo que exige paciência, interioridade e condições de sustentação. Defende-se que o estágio não pode se limitar à reprodução de práticas, mas deve favorecer processos reflexivos e críticos, sustentados também por condições institucionais. Assim, a formação docente se configura como um percurso de construção de sentido, no qual a docência emerge como prática consciente e situada.
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