Dizer visual e cultura surda na obra Séno Mókere Káxe Koixómuneti. Sol: a pajé surda

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22481/folio.v17i1.18441

Palavras-chave:

Cultura Surda, Língua de sinais, Narrativa visual, Quadrinhos, Semiótica

Resumo

Este artigo analisa a obra Séno Mókere Káxe Koixómuneti. Sol: a Pajé surda, de Ivan Souza, a partir de um diálogo entre a semiótica do texto e a linguística das línguas de sinais. O objetivo é investigar de que modo a linguagem dos quadrinhos, como suporte narrativo visual, responde às especificidades comunicativas da comunidade surda e se mostra adequada à representação de línguas de sinais e de culturas surdas. Situada no entrecruzamento entre a literatura indígena e a literatura surda, a obra registra elementos da cultura oral e da língua de sinais do povo Terena, articulando narrativa visual e memória linguística. A análise parte da hipótese de que os quadrinhos, enquanto sistema sígnico multimodal, não apenas registram, mas também produzem sentidos específicos para a experiência surda, ampliando as possibilidades de expressão e de registro de línguas e culturas minoritárias. Ao tensionar as fronteiras entre palavra, imagem e gestualidade, a obra de Souza oferece um campo fértil para repensar as relações entre suporte narrativo, visualidade e linguagem.

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Biografia do Autor

Luan Vinícius Ramos de Aquino, Universidade Presbiteriana Mackenzie

Doutorando, Mestre e Graduado em Letras pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Exerce a função de Professor de Língua Portuguesa, em turmas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. E-mail: luan.aquino5832@gmail.com

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Publicado

31.07.2026

Como Citar

AQUINO, Luan Vinícius Ramos de. Dizer visual e cultura surda na obra Séno Mókere Káxe Koixómuneti. Sol: a pajé surda. fólio - revista de letras, [S. l.], v. 17, n. 1, p. 774–787, 2026. DOI: 10.22481/folio.v17i1.18441. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/folio/article/view/18441. Acesso em: 6 ago. 2026.

Edição

Seção

nascentes