TRÊS POEMAS PARA UM ENSAIO: TRADUÇÃO E CRÍTICA AFRODIASPÓRICA
DOI:
https://doi.org/10.22481/folio.v2i10.4567Resumo
RESUMO: Diante do ainda intenso cenário de discussões sobre a representação literária – e no limite, cultural –, este trabalho pretende discutir a crítica afrodiaspórico partindo de três poemas cuja autoria é a relevância do corpus. Em travessia, do campo da tradução literária e cultural partirá o caminho relevado para fazer ponte nesta discussão (tradução) crítica. Sendo o nosso corpus composto por três poemas de autoria afrodiaspórica como recorte, dos poemas escolhidos. Por outro lado, a minha formação como tradutor se deu - também - através dos discursos críticos da negritude, estudos culturais, filosofia e tradução cultural. Por isso, quis emergir do corpus poemas vindos de três línguas coloniais mais presentes no imaginário (em múltiplos sentidos). Assim, temos três poemas: um poema de língua hispânica, francesa e portuguesa. Por tal e por um motivo ou outro, temos os poemas em língua francesa e espanhola que serão traduzidos por mim. E, finalmente, um poema de língua portuguesa escrito fora do Brasil. Desejando com isso, dizer que afrodiaspórico não é uma circunscrição numa região geográfica ainda que não exista - afrodiaspórico - fora de alguma geografia. Em outras palavras, irei apresentar uma crítica à representação a partir e através dos estudos tradutórios e em seu processo criativo. É preciso dizer ainda que não há neste ensaio um desejo finalista visto que este (ensaio) mais bordeja o exercício filosófico para melhor entender relações. Tal como, em certa medida, fazem os estudos culturais e a negritude tomados neste trabalho como exemplo e rota (ator). Sem esgotar o possível, estudando em processo e construindo sem um fim.
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