Tejedoras de versos: alteridad y resistencia en la literatura de cordel de mujeres negras sergipanas
DOI:
https://doi.org/10.22481/folio.v17i1.19286Palabras clave:
Cordel, Autoria feminina negra, Mulheres cordelistas, Comunicação popular, Estudos de trajetória, Memória ancestralResumen
Este artículo investiga las poéticas de insurgencia en la literatura de cordel contemporánea a partir de las trayectorias de las cordelistas sergipanas Izabel Nascimiento y Daniela Bento. La investigación analiza cómo estas autoras negras resignifican el género literario, transformando el verso en un territorio de alteridad y resistencia política. La fundamentación teórica articula el pensamiento feminista negro y la historiografía crítica del cordel, tensionando el canon androcéntrico en favor de narrativas disidentes de raza, género y territorialidad. Metodológicamente, el estudio se ancla en los estudios de trayectoria e historia de vida, utilizando entrevistas en profundidad que revelan una escritura orgánica — de las autoras que iniciaron sus primeros ensayos en retazos de tela y en la escritura de cartas — a las producciones que hoy ocupan y subvierten la ambiência digital. Los resultados demuestran que la autoria femenina negra en el cordel opera como un acto de insubordinación literaria, donde la memoria ancestral y lo sensible se funden para confrontar el silenciamiento histórico y reivindicar el protagonismo en los espacios de poder y de circulación del cordel. Al articular el saber localizado y la performance poética, Izabel y Daniela reafirman la literatura de cordel como una práctica de re-existencia.
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