AUTOCONFRONTAÇÃO NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES: UM INSTRUMENTO PARA RECONFIGURAR SABERES DOCENTES
DOI:
https://doi.org/10.22481/folio.v11i1.5114Resumen
Neste estudo utilizamos autoconfrontação como instrumento de formação inicial e temos como objetivo reconhecer as avaliações, tensões, saberes e capacidades docentes de alunos-professores de Língua Inglesa quando refletem sobre as experiências realizadas no Estágio Supervisionado. Elegemos a autoconfrontação com o intuito de prover espaços para revisar, compreender e reconfigurar o trabalho docente. Dada a interface entre linguagem e trabalho, os quadros teóricos da clínica da atividade provenientes da ergonomia francesa e do interacionismo sociodiscursivo fornecem suporte às nossas análises. A autoconfrontação (simples, cruzada e extensão ao coletivo) foi realizada com duas alunas-professoras de uma turma de quarto ano do Curso de Letras Inglês. As análises provém do recorte da última etapa - extensão ao coletivo – quando as participantes assumem a posição enunciativa de analistas de si e do procedimento. Os resultados mostram recorrentes tensões afetivas, pragmáticas e epistêmicas que sinalizam reflexividade sobre os saberes e capacidades de avaliar o contexto educacional e o papel do professor.
Descargas
Citas
Brasil. Ministério da Educação e Cultura. Resolução CNE/CP nº 1, de 18 de fevereiro de 2002: Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica [Internet]. Brasília; 2002 [acesso em: 2011 Jul 12]. Disponível em: http://www.portal.mec.gov.br.
Brasil. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP nº 2, de 1º de julho de 2015: Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial e continuada [Internet]. Brasília: Diário Oficial da União; 2015 Jul 2 [acesso em: 2026 Mar 30]. Seção 1, n. 124, p. 8-12.
Bronckart JP. Atividade de linguagem, textos e discursos: por um sociointeracionismo discursivo. Machado AR, Cunha P, tradutores. São Paulo: EDUC; 2007.
Bronckart JP. Atividade de linguagem, discurso e desenvolvimento humano. Machado AR, Matencio MLM (Orgs.). Campinas: Mercado de Letras; 2006.
Bronckart JP. O agir nos discursos: das concepções teóricas às concepções dos trabalhadores. Machado AR, Matêncio MLM, tradutoras. Campinas: Mercado de Letras; 2008.
Bronckart JP. Le rôle de la maîtrise du langage dans le développement psychologique humain. Nonada: Letras em Revista. 2011; 2(17): 11-36.
Bronckart JP. La notion de compétences est-elle pertinente en éducation? [Internet]. L’école Démocratique; 2009 [acesso em: 2012 Mar]. Disponível em: http://www.skolo.org.
Centre National de Ressources Textuelles et Lexicales (CNRTL) [Internet]. 2018 [acesso em: 2018 Abr]. Disponível em: https://www.cnrtl.fr.
Clot Y. A função psicológica do trabalho. Sobral A, tradutor. Petrópolis: Vozes; 2006.
Clot Y, Faïta D. Genres et styles en analyse du travail: concepts et méthodes. Travailler. 2000; (4): 7-42.
Denardi DA. Flying together towards EFL teacher development as language learners and professionals through genre writing [tese]. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina; 2009.
Europa. Conseil de l'Europe. Portfolio européen pour les enseignants en langues en formation initiale [Internet]. Centre Européen pour les Langues Vivantes (CELV); 2007 [acesso em: 2010 Abr 10]. Disponível em: http://archive.ecml.at.
Faïta D. Réflexion méthodologique sur l’autoconfrontation croisée. DELTA. 2003; 19(1).
Faïta D, Vieira M. Réflexions méthodologiques croisées sur l'autoconfrontation. DELTA. 2003; 19(1): 123-154.
Fernandèz G, Clot Y. Instrumentos de investigação. Laboreal. 2007; 3(1): 15-19.
Hofstetter R, Schneuwly B. Savoirs en (trans)formation: au cœur de l’enseignement et de la formation. In: Hofstetter R, Schneuwly B (Orgs.). Savoirs en (trans)formation: au cœur de l’enseignement et de la formation. Bruxelles: De Boeck; 2009. p. 7-40. (Coll. Raisons Éducatives).
Lousada EG. A abordagem do interacionismo sociodiscursivo para a análise de textos. In: Carlos JT, Cunha CL, Piris EL (Orgs.). Abordagens metodológicas em estudos discursivos - II EPED. São Paulo: Paulistana; 2010.
Machado AR, Bronckart JP. (Re-)Configurações do trabalho do professor construídas nos e pelos textos: a perspectiva metodológica do grupo ALTER-LAEL. In: Machado AR, Abreu-Tardelli LS, Cristovão VLL (Orgs.). Linguagem e educação: o trabalho do professor em uma nova perspectiva. Campinas: Mercado de Letras; 2009.
Mouton JC. Le conseil pédagogique: analyse du travail et développement de l’expérience professionnelle [tese]. Aix-en-Provence: Université de Provence; 2007.
Santos M. Análise psicológica do trabalho. Laboreal. 2006; 1(2): 34-41.
Scheller L. Transformations organisationnelles, conflits générationnels, clinique de l’activité: le cas d’un atelier industrie. Activités [Internet]. 2010 [acesso em: 2012 Jan 23]; 7(1): 62-74. Disponível em: http://www.activites.org.
Schneuwly B. Vygotski, l’école et l’écriture. Genève: Université de Genève; 2008. (Les Cahiers de la Section des Sciences de l’Éducation, n° 118).
Schulman L. Those who understand: knowledge growth in teaching. Educational Researcher. 1986; 17(1): 4-14.
Stutz L. Sequências didáticas, socialização de diários e autoconfrontação: instrumentos para a formação inicial de professores de inglês [tese]. Londrina: Universidade Estadual de Londrina; 2012.
Tardif M. Saberes docentes e formação profissional. Pereira F, tradutor. Petrópolis: Vozes; 2002.
Tardif M. Os professores enquanto sujeitos do conhecimento: subjetividade, prática, e saberes no magistério. In: Candau VM (Org.). Didática, currículos e saberes escolares. 2. ed. Rio de Janeiro: DP&A; 2001.
Vigotski LS. Pensamento e linguagem. Camargo JL, tradutor. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes; 2008.
Voloshinov VN. Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método sociológico da linguagem. Lahud M, Vieira YF, tradutores. 12. ed. São Paulo: Hucitec; 2006.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2019 fólio - Revista de Letras

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.