Ensino crítico de línguas e a travessia inadiável: da exclusão à inclusão
DOI:
https://doi.org/10.22481/folio.v16i1.17558Resumo
No contexto escolar, a exclusão pode acontecer de diversas formas, desde às limitações de acesso a condições de uma educação digna para todos, além de questões de acessibilidade ao espaço físico e a exclusão pedagógica mesmo, quando o aluno não é contemplado. Nesse sentido, este ensaio propõe refletir sobre o ensino crítico de línguas como alternativa para a promoção da inclusão. Para tanto, discute como, em muitos contextos, a língua e o seu ensino, é usada para segregar, excluir, configurando-se como uma pedagogia da exclusão, o que demanda uma educação linguística crítica, para promover uma travessia inadiável para a inclusão. Assim, são pautadas questões, tais como o preconceito linguístico e a autoexclusão dos aprendizes, notadamente engendrados com fortes marcas ideológicas, que ocorrem no contexto do ensino e da aprendizagem de línguas, materna e estrangeiras. Desse modo, para pensar a promoção da inclusão, esta reflexão é aquecida, ao propor o ensino crítico de línguas, como forma de politizar os aprendizes, para prepará-los, sobretudo, para confrontar as ideologias que são postas na sociedade em geral, e que se materializam por meio da língua(gem). Nessa perspectiva, este ensaio discute a exclusão, sobretudo a pedagógica, que se materializa muitas vezes pela linguagem, como forma de contribuir com a formação de professores de línguas, para que possam compreender ainda melhor a necessidade da travessia inadiável da exclusão para a inclusão.
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