A consciência fonológica como caminho para uma escrita mais assertiva

Autores

  • Ivonete da Silva Santos IFGoiano/Campus Cristalina

DOI:

https://doi.org/10.22481/lnostra.v14i1.18382

Palavras-chave:

Alfabetização e letramento, Consciência fonológica , Oralidade e escrita

Resumo

A alfabetização não se realiza de modo eficaz sem estar associada ao letramento, ambos divergem no conceito, mas estão interrelacionados na prática (Soares, 2003; Kleiman, 2003). Esta prática é mais eficaz quando associada à consciência fonológica (Foscarini, 2015), uma vez que o aluno ao reconhecer-se como parte do processo, entendendo-o como importante, sente-se ativo no processo de alfabetização. A involução dos resultados das avaliações externas, que medem o grau de aprendizagem dos alunos da alfabetização no Brasil, revela um problema considerável: Por que a alfabetização tem sido ineficaz no processo de aquisição da leitura e escrita? Inicialmente, defende-se que a alfabetização é mais eficaz quando associada à consciência fonológica, uma vez que o aluno ao reconhecer-se como parte do processo, entendendo-o como importante, sente-se ativo no processo de alfabetização.  Este texto intuita mostrar o quanto a alfabetização pode ser eficiente a partir do uso da consciência fonológica, bem como exemplificar de que forma esse processo pode ser empreendido por meio do projeto Meu Jardim em turmas de segundo ano (2º ano) do Ensino Fundamental I. O percurso metodológico seguiu a proposta de atividades aplicadas por meio do projeto Meu Jardim. Por fim, os resultados apontam que a aquisição da leitura e da escrita, embora ambas seguem cursos diferentes, depende da compreensão da relação letra/sons e os seus múltiplos sentidos. Assim, ao manusear os sons a favor do seu texto, o alunado fará a correlação adequada entre sons e letras tanto na leitura, quanto na escrita.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia de. Avaliação no ciclo de alfabetização. In: BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Pacto nacional pela alfabetização na idade certa: currículo na alfabetização: concepções e princípios: ano 1: unidade 2. Brasília: MEC, SEB, 2012.

ALVES, Simone Silva Santos. O papel da oralidade para o desenvolvimento do letramento em crianças da educação infantil. Seminário Interlinhas, v. 7, n. 2, p. 259-268, 2019.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília: MEC, 2017. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em 17 nov de 2025.

BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais. Língua Portuguesa. Secretaria da Educação Fundamental, Brasília, 1997.

CARDOSO-MARTINS, Cláudia. A consciência fonológica e a aprendizagem inicial da leitura e da escrita. Caderno Pesqui, p. 41-49, 1991.

FOSCARINI, Simone Fernandes de Souza. Os efeitos da decodificação fonológica e a teoria de autoensino: um estudo de aprendizes do quinto ano do ensino fundamental. 2015. Dissertação de Mestrado. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

FERREIRO, Emília; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da Língua Escrita. Porto Alegre: Artmed Editora, 1999.

GRANZOTTI, Raphaela Barroso Guedes et al. Memória de trabalho fonológica e consciência fonológica em crianças com dificuldade de aprendizagem. Distúrbios da Comunicação, v. 25, n. 2, 2013.

KLEIMAN, Angela. Modelos de letramento e as práticas de alfabetização na escola. In: KLEIMAN, Angela. (Org.). Os novos significados do letramento: uma nova perspectiva sobre a pratica social da escrita. Campinas: Mercado de Letras, 2003.

LEITE, Rita de Cássia Duarte et al. Consciência fonológica e fatores associados em crianças no início da alfabetização. Revista psicopedagogia, v. 35, n. 108, p. 306-317, 2018.

LEHEN, Clarice Staub; FREITAS, Gabriela Castro Meneses de. Para além da consciência fonológica: oralidade e o ensino da língua escrita nos anos iniciais do EF. Língu@ Nostr@, p. 63-75, 2022.

OLIVEIRA, João Batista Araújo. ABC do Alfabetizador. 8. ed. Brasília: Instituto Alfa e Beto, 2008.

MOREIRA, Cláudia Martins. A sílaba na alfabetização de crianças e adultos. Curitiba: Appris, 2017.

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 32ª ed. São Paulo: Cortez, 1996.

PIETRI, Emerson de. O (não) lugar da alfabetizadora em proposições pedagógico-curriculares de língua portuguesa para o ensino fundamental. Raído, v. 16, n. 40, p. 161-189, 2022.

RIGATTI-SCHERER, Ana Paula. Consciência fonológica e explicitação do princípio alfabético: importância para o ensino da língua escrita. 2008. 233 f. Tese (Doutorado em Letras) - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2008.

SOARES, Magda Becker. Letramento e escolarização. In: RIBEIRO, Vera Masagão (Org.). Letramento no Brasil. São Paulo: Global, 2003. p. 89-113.

Downloads

Publicado

2026-04-13

Como Citar

DA SILVA SANTOS, Ivonete. A consciência fonológica como caminho para uma escrita mais assertiva. Língu@ Nostr@, [S. l.], v. 14, n. 1, 2026. DOI: 10.22481/lnostra.v14i1.18382. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/lnostra/article/view/18382. Acesso em: 21 maio. 2026.