Rios de aquilombar-se: a confluência das infâncias e dos saberes ancestrais através da pedagogia eco-ancestral
DOI:
https://doi.org/10.22481/odeere.v10i1.16899Palavras-chave:
Afrorreferência, Ancestralidade, Encantamento, Infâncias, Pedagogia Eco-Ancestral, Afro-reference. Ancestry. Enchantment. Childhoods. Eco-Ancestral Pedagogy.Resumo
O presente artigo visa refletir acerca de quais práticas pedagógicas dentro do processo da aquisição da leitura e da escrita, para além de cumprir com as habilidades e competências previstas para essa fase, permitem fomentar uma educação para as relações étnico-raciais de forma significativa, efetiva e permanente. As vivências estudadas partem do conceito da Pedagogia Eco-Ancestral concebida por Oliveira (2020), que oportuniza refletir a educação antirracista no viés da ancestralidade e das afrorreferências. Para essa pesquisa, foi adotada a metodologia filosófica dos Odus (Oliveira, 2010) onde, a partir das experimentações e processos de construção de saberes com as infâncias, fomentou caminhos em função da circularidade e da horizontalidade dos trabalhos. A realização destas investigações se deu com base na viabilização de pedagogias que envidenciam as infâncias em sua totalidade, considerando a luta antirracista, a decolonização dos saberes e a conscientização da diversidade multicultural e étnico-racial da sociedade brasileira.
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