Rios de aquilombar-se: a confluência das infâncias e dos saberes ancestrais através da pedagogia eco-ancestral

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22481/odeere.v10i1.16899

Palavras-chave:

Afrorreferência, Ancestralidade, Encantamento, Infâncias, Pedagogia Eco-Ancestral, Afro-reference. Ancestry. Enchantment. Childhoods. Eco-Ancestral Pedagogy.

Resumo

O presente artigo visa refletir acerca de quais práticas pedagógicas dentro do processo da aquisição da leitura e da escrita, para além de cumprir com as habilidades e competências previstas para essa fase, permitem fomentar uma educação para as relações étnico-raciais de forma significativa, efetiva e permanente. As vivências estudadas partem do conceito da Pedagogia Eco-Ancestral concebida por Oliveira (2020), que oportuniza refletir a educação antirracista no viés da ancestralidade e das afrorreferências. Para essa pesquisa, foi adotada a metodologia filosófica dos Odus (Oliveira, 2010) onde, a partir das experimentações e processos de construção de saberes com as infâncias, fomentou caminhos em função da circularidade e da horizontalidade dos trabalhos. A realização destas investigações se deu com base na viabilização de pedagogias que envidenciam as infâncias em sua totalidade, considerando a luta antirracista, a decolonização dos saberes e a conscientização da diversidade multicultural e étnico-racial da sociedade brasileira.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Métricas PlumX

Indicadores de uso e impacto do artigo:

 

Fonte: Plum Analytics

Biografia do Autor

Jhonatan Cardim Siqueira, UFSB - Universidade Federal do Sul da Bahia

Mestrando em Ensino e Relações Étnico-Raciais pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), pós-graduando em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa e Afro-brasileira pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). É especialista em Práticas de Letramento e Alfabetização pela Universidade Federal São João Del-Rei (UFSJ). Possui formação em Pedagogia pela Faculdade Anhanguera (UNIDERP) e Artes Visuais pela Faculdade de Educação Paulistana (FAEP). Idealizador do Cardim de Histórias, movimento de pesquisa e experimentação acerca das pretagogias, ancestralidade, aquilombamento de educadores, educação antirracista, pedagogia eco-ancestral, literaturas afrocentradas e oralidades. Membro do Grupo de Pesquisa sobre Infância, Arte e Práticas Educativas (GIAPE UFSCar) e do Movimento Negro Unificado (MNU Sorocaba). 

Marcos Clóvis Fogaça, UEM - Universidade Estadual de Maringá

É Doutor em Artes Cênicas pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Mestre em Ensino de Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Possui Especialização em Linguagens da Arte pela Universidade de São Paulo (USP), Graduação em Teatro (Licenciatura e Bacharelado) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM), Licenciatura em Educação Artística (habilitação em Artes Plásticas) pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Tatuí (FAFICILE) e Pedagogia pela Universidade Cidade de São Paulo (UNICID). Atualmente é Professor Adjunto do curso de Artes Cênicas - Licenciatura em Teatro da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Professor Tutor EaD na Licenciatura em teatro da UFBA. É integrante do GIAPE (Grupo de Pesquisa sobre Infância, Arte, Práticas Educativas e Psicossociais), coordenado por Prof. Dr. Lucia Maria Salgado dos Santos Lombardi (UFSCar Campus Sorocaba) e do iNerTE - Instável Núcleo de Estudos de Recepção Teatral coordenado por Prof Dr Flávio Augusto Desgranges de Carvalho e pela Prof Dr Giuliana Martins Simões . 

Referências

BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Brasília, DF: Ministério da Educação, 2004. http://portal.mec.gov.br/cne/

BRASIL. Lei nº 7.716, de 05 de janeiro de 1989. Define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, seção 1. Brasília, 06/01/1989, p. 369.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 20 dez. 1996. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/l9394.htm

BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”, e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 9 jan. 2003. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10639.htm

BRASIL. Lei 11.645/2008. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm

BRASIL. Lei 12.288/10. Estatuto da Igualdade Racial. Brasília, DF: Presidência da República, 2010. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7716.htm

CANN, Rebecca, STONEKING, Mark. WILSON, Alan. Mitocondrial DNA and human evolution. Nature, v. 325, p. 31-36, 1987.

HAMPATÉ BÂ, Amadou. A tradição viva. In: KI-ZERBO (Editor). História geral da África, I: Metodologia e pré-história da África. Brasília: UNESCO, 2010.

HOOKS, Bell. Ensinando comunidade: uma pedagogia da esperança. 2a ed. São Paulo: Elefante, 2021.

KRENAK, Ailton. A vida não é útil. 1ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.

KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. 2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.

MACHADO, Adilbênia Freire. Ancestralidade e Encantamento: filosofia africana mediando a história e cultura africana e afro-brasileira. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal da Bahia. Faculdade de Educação, Salvador, 2014.

OLIVEIRA, Kiusam. Literatura Negro-Brasileira do encantamento e as infâncias: reencantando corpos negros. Feira Literária Brasil – África: Universidade Federal do Espírito Santo: Vitória, v.1 n.3. 2020.

OLIVEIRA, Kiusam. O black power de Akin. São Paulo: Editora de Cultura, 2020.

OLIVEIRA, Kiusam Regina; TRANCOSO, Joelma dos Santos Rocha. Pedagogia Eco-Ancestal: Caminhos para (r)exstência de infâncias negras. @rquivo Brasileiro De Educação, Minas Gerais, v. 8, n. 17, p. 10-26, 2020. https://doi.org/10.5752/P.2318-7344.2020v8n17p10-26

PINHEIRO, Bárbara Carine Soares. Como ser um educador antirracista: Para familiares e professores. 1ª ed. São Paulo: Planeta, 2023.

SANTOS, Antônio Bispo dos. A Terra dá, a terra quer. 1ª ed. São Paulo: Ubu Editora, 2023.

SIQUEIRA, Jhonatan Cardim. A leitura e a contação de histórias enquanto recurso metodológico para a aplicação da lei nº 10.639/03 no processo de ensino aprendizagem. Revista Com Censo: Estudos Educacionais do Distrito Federal, Brasília, v. 8, n. 1, p. 113-121, mar. 2021.

Downloads

Publicado

2025-09-03

Como Citar

SIQUEIRA, Jhonatan Cardim; FOGAÇA, Marcos Clóvis. Rios de aquilombar-se: a confluência das infâncias e dos saberes ancestrais através da pedagogia eco-ancestral. ODEERE: Revista Internacional de Relações Étnicas, [S. l.], v. 10, n. 1, p. 307–324, 2025. DOI: 10.22481/odeere.v10i1.16899. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/odeere/article/view/16899. Acesso em: 19 jan. 2026.