Das pedagogias críticas às pedagogias do comum
DOI:
https://doi.org/10.22481/praxisedu.v22i53.18811Palavras-chave:
pedagogias críticas, pedagogias do comum, Paulo FreireResumo
Este artigo faz parte de uma reflexão sobre as teorias e as práticas dos bens comuns. Num primeiro momento, os comuns tomam como base os trabalhos de Christian Laval e Massimo De Angelis, tendo em vista a sintonia destes autores com reivindicações dos movimentos populares. É neste âmbito que o texto levanta a questão da natureza das pedagogias do comum: quais são seus principais vetores? O estudo desse problema torna possível contribuir para um uso atualizado das principais intuições de Paulo Freire, remetendo-as ao quadro geral das pedagogias críticas e, em seguida, confrontando-as com várias dimensões das pedagogias emancipatórias: pedagogias no modo menor (Tim Ingold), pedagogias de experiência e investigação (John Dewey) ou pedagogias de relacionamento situadas nos âmbitos dos estudos ecológicos, decoloniais e feministas. Isso permite esboçar um caminho que leva das pedagogias críticas a práxis educacional específica para os comuns e às pedagogias emancipatórias em sintonia com novos temas, como a ecopedagogia, a decolonialidade e o feminismo.
Downloads
Referências
ACOSTA, Alberto. Le buen vivir: pour imaginer d’autres mondes. Paris: Utopia, 2022.
BAKER, Catherine. Insoumission à l’école obligatoire. Magnat-l’Etrange: Tahin party, 2006.
BARONNET, Bruno. L’expérience d’éducation zapatiste au Chiapas: entre pratiques politiques et imaginaires autochtones à l’école. In: Dans I. PEREIRA (ed.), Anthologie internationale de pédagogie critique. Vulaines-sur-Seine: Éditions du Croquant, 2019, p. 95-118.
BIKO, Steve. Escrevo o que eu quero. São Paulo: Ática, 1990.
BIKO, Steve. Conscience Noire: Écrits d'Afrique du Sud, 1969-1977. Paris: Éditions Amsterdam, 2014
CHOMSKY, Noam. Pour une éducation humaniste. [2003]. Paris: Éditions de L’Herne, 2010.
DARDOT, Pierre; LAVAL, Christian. Commun. Essai sur la révolution au XXIe siècle. Paris: La Découverte, 2014.
DE ANGELIS, Massimo. Commun. In: Dans KOTHARI, Ashish & alii. Plurivers. Un dictionnaire du post-développement. Marseille : Wildproject. 2022, p. 195-198.
DEWEY, John. La démocratie créatrice : la tâche qui nous attend. Horizons Philosophiques, n.5, v.2, p. 41–48. 1995.
DEWEY, John. Le public et ses problèmes. [1915]. Paris: Gallimard, 2010.
DEWEY, John. Expérience et éducation. Paris: Gallimard, 2011.
DIAGNE, Souleymane Bachir ; AMSELLE, Jean-Loup. En quête d’Afrique(s): universalisme et pensée décoloniale. Paris: Albin Michel, 2018.
DUBOIS, Maurice. L’école et l’enfant, par J. Dewey. La Vie Ouvrière, n. 104, p. 116-117, 20 janvier 1914.
DUPEYRON, Jean-François. L’école des communs. Bordeaux: Le Bord de l’Eau, 2024.
FEDERICI, Silvia. Réenchanter le monde. Le féminisme et la politique des communs. [2019]. Genève: Entremonde, 2022.
FREINET, Célestin. La morale laïque. Clarté, n.35, 5 mai 1923, p. 262-263.
FREIRE, Paulo. La pédagogie des opprimés. [1968]. Marseille: Agone, 2021.
GADOTTI, Moacir. Pedagogia da Terra. São Paulo: Editora Peirópolis, 2000.
GIROUX, Henry. Teachers as Intellectuals: Toward a Critical Pedagogy of Learning. Barnby, MA : Bergin & Garvey Press, 1988.
GLISSANT, Édouard. L’imaginaire des langues. Entretien avec Édouard Glissant. Études françaises, n. 28, v. 2-3, p. 11-22, 1992.
HEDJERASSI, Nassira (ed.). Les pédagogies émancipatrices. Actualités et enjeux. Vulaines : Le Croquant, 2020.
HOOKS, bell. Teaching to transgress. New York: Routledge, 1994.
HOOKS, bell. La pédagogie engagée. Tracés, n. 25, 2013, p. 179-190.
INGOLD, Tim. L’anthropologie comme éducation. Rennes: Presses universitaires, 2018.
KOTHARI, Ashish; SALLEH, Ariel; ESCOBAR, Arturo; DEMARIA, Federico; ACOSTA, Alberto (ed.). Plurivers. Un dictionnaire du post-développement. [2019]. Marseille: Wildproject, 2022.
LAVAL, Christian ; VERGNE. Éducation démocratique. La révolution scolaire à venir. Paris: La Découverte, 2021.
LEE BOGGS, Grace. Revolution and Evolution in the Twentieth Century. [1974]. New-York: NYU Press, 2008.
PELLOUTIER, Fernand. Le musée du Travail. L’Ouvrier des deux mondes, n. 14, p. 209-212, 1er avril 1898.
PEREIRA, Irène. Philosophie critique en éducation. Limoges: Lambert-Lucas, 2018a.
PEREIRA, Irène. Paulo Freire, pédagogue des opprimé-e-s. Paris: Libertalia, 2018b.
PEREIRA, Irène (ed.). Anthologie internationale de pédagogie critique. Vulaines: Le Croquant, 2019.
SILVEIRA, Paulo Henrique Fernandes. A presença de Paulo Freire na filosofia da práxis de Steve Biko. Pro-Posições, n. 32, p. 1-22, 2021. DOI:10.1590/1980-6248-2021-0102.
THIERRY, Albert. L’éducation générale supérieure. La Vie Ouvrière, n. 95, p. 274-292, 5 septembre 1913.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Práxis Educacional

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Você é livre para:
Compartilhar - copia e redistribui o material em qualquer meio ou formato; Adapte - remixe, transforme e construa a partir do material para qualquer propósito, mesmo comercialmente. Esta licença é aceitável para Obras Culturais Livres. O licenciante não pode revogar essas liberdades, desde que você siga os termos da licença.
Sob os seguintes termos:
Atribuição - você deve dar o crédito apropriado, fornecer um link para a licença e indicar se alguma alteração foi feita. Você pode fazer isso de qualquer maneira razoável, mas não de uma forma que sugira que você ou seu uso seja aprovado pelo licenciante.
Não há restrições adicionais - Você não pode aplicar termos legais ou medidas tecnológicas que restrinjam legalmente outros para fazer qualquer uso permitido pela licença.