Permanecer na docência: o lugar do (não) querer de professores em início e fim da carreira
DOI:
https://doi.org/10.22481/reed.v6i13.18079Palavras-chave:
Prática docente;, Desenvolvimento Profissional;, Permanência.Resumo
Este artigo tem como objetivo analisar a continuidade da prática docente de professores no período de iniciação e finalização, buscando identificar as convergências e divergências emergentes dessas etapas da carreira. Trata-se de uma pesquisa exploratória, de cunho qualitativo, realizada com 67 professores da Educação Básica de escolas municipais de Itapetinga-Bahia, que se insere no âmbito da investigação “Desenvolvimento profissional e a carreira docente brasileira: diálogos com professores da Educação Básica”. Para a produção dos dados, o instrumento utilizado foi um questionário aplicado a 182 professores da rede municipal de Itapetinga, nos quais nos deteremos aos 32 professores iniciantes e 67 em fim de carreira. As análises revelaram que o cansaço é uma condição presente tanto no início quanto no fim da carreira, diante de uma trajetória permeada por muitos desafios. Quanto a continuidade na carreira docente, constatamos que, independentemente da fase, os professores querem permanecer, no entanto, as expectativas são divergentes tendo em vista as especificidades e confrontos de cada fase. Diante desta realidade, salientamos a necessidade de políticas públicas que valorizem e dê condições favoráveis para a permanência dos docentes durante as duas fases da vida profissional.
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