Relaciones Étnico-Raciales y Conocimientos Tradicionales: la Etnobotánica como herramienta educativa

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.22481/rid-uesb.v11i1.18204

Palabras clave:

Educación Intercultural, Conocimiento Tradicional, Etnobotánica

Resumen

Este artículo describe algunas de las actividades realizadas en el marco del proyecto "Formación Docente desde la Perspectiva de la Educación en Relaciones Étnico-Raciales: Contribuyendo al Debate sobre los Aspectos Exigidos por las Leyes 10.639/2003 y 11.645/2008", vinculado al Programa Institucional de Becas de Iniciación Docente. La propuesta tuvo como objetivo desarrollar la enseñanza de la biología con enfoque en la etnobotánica, considerando las relaciones étnico-raciales con los conocimientos tradicionales de origen africano e indígena en la temática propuesta. Las actividades se realizaron con estudiantes de primer año de secundaria, con el objetivo de cuestionar el eurocentrismo del currículo de educación básica y fomentar una perspectiva reflexiva sobre el valor y la importancia de difundir los conocimientos tradicionales. Los resultados mostraron que la etnobotánica puede ser una estrategia educativa eficaz para abordar la valoración de la diversidad cultural. Además, el proyecto contribuyó a la formación de estudiantes universitarios al proporcionar una visión crítico-reflexiva de las prácticas docentes en la construcción de una educación más inclusiva, intercultural y antirracista.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Ana Cristina Silva Daxenberger, Universidade Federal da Paraíba

Doutora em Educação Escolar pela UNESP. Professor Associada IV da Universidade Federal da Paraíba. Professora do PPGL. Membro do Grupo de Pesquisa em Educação Especial. Membro do Neabi/UFPB. Coordenadora do Prolicen. 

Aline Vitória Alves da Silva, Universidade Federal da Paraíba

Estudiante de enfermería de la Universidad Federal de Paraíba (UFPB). Durante la elaboración de este artículo, participó como becaria PROLICEN, contribuyendo significativamente a los estudios desarrollados.

Jociane Sthefanny Tavares Silva, Universidade Federal da Paraíba

Licenciada en Ciencias Biológicas por la Universidad Federal de Paraíba (UFPB). Fue becaria PROLICEN en la edición 2025.

Nathali Gomes da Silva, Universidade Federal da Paraíba

Doctorado y máster en Educación por la Universidad Federal de Pernambuco (UFPE). Licenciado en Pedagogía. Profesor del Departamento de Ciencias Fundamentales y Sociales del Centro de Ciencias Agrarias de la Universidad Federal de Paraíba (UFPB).

Citas

ARGENTA, Scheila Crestanello; et al. Plantas Medicinais: Cultura Popular Versus Ciência. Vivências: Revista Eletrônica de Extensão da URI. Vol.7, N.12: p.51-60, Maio/2011. Disponível em: https://www.ufpb.br/nephf/contents/documentos/artigos/fitoterapia/plantas-medicinais-cultural-popular-versus-ciencia.pdf. Acesso em: 18 out./2025.

ARRUDA, Deliane Andrade de; SOUZA, Bruna dos Santos; SANTOS, Viviane Galdino dos; LIMA, Laura Ana Alves de; SANTOS, Vanderléia Galdino dos. Uso de plantas medicinais na Umbanda e Candomblé em uma associação cultural do município de Puxinanã, Paraíba, Brasil. Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável, [S. l.], v. 5, pág. 692–696, 2019. DOI: 10.18378/rvads.v14i5.7624. Disponível em: https://www.gvaa.com.br/revista/index.php/RVADS/article/view/7624. Acesso em: 17 set. 2025.

BADKE, Márcio Rossato; BUDÓ, Maria de Lourdes Denardin; ALVIM, Neide Aparecida Titonelli; ZANETTI, Gilberto Dolejal; HEISLER, Elisa Vanessa. Saberes e práticas populares de cuidado em saúde com o uso de plantas medicinais. Texto & Contexto Enfermagem, Florianópolis, v. 20, p. 246‑252, 2012.

BARBOSA, Ana Mae T. B. Educação e desenvolvimento cultural e artístico. Educação & Realidade, [S. l.], v. 20, n. 2, 2017. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/71713. Acesso em: 19 jan. 2026.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de Dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 02 de setembro de 2025.

BRASIL. Lei nº. 10. 639 de 09 de Janeiro de 2003. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional e Lei nº 9.394, de 20 de Dezembro de 1996. Diário Oficial da União. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm. Acesso em: 02 de setembro de 2025.

BRASIL. Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008. Dispõe sobre a inclusão da obrigatoriedade das temáticas História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena no currículo oficial da rede de ensino. Diário Oficial da União. Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: 18 jan. 2026.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_publicacao.pdf. Acesso em: 18 jan.2026.

CARLESSI, Pedro Crepaldi. Jeitos, sujeitos e afetos: participação das plantas na composição de médiuns umbandistas. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas, Belém, v. 12, n. 3, p. 855-868, set.-dez. 2017. DOI: 10.1590/1981.81222017000300011.

Direitos humanos, educação e interculturalidade: as tensões entre igualdade e diferença. In: CANDAU, V. M. (Org.). Educação intercultural na América Latina: entre concepções, tensões e propostas. Rio de janeiro: 7 Letras, 2009. p. 154-173.

DAXENBERGER, Ana Cristina Silva et al. Levantamento Etnobotânico e Utilização de Plantas Medicinais na Comunidade Negra de Camará/PB. In: DAXENBERGER, Ana Cristina Silva; SÁ SOBRINHO, Rosivaldo Gomes de. A diversidade como princípio dos estudos étnicos-raciais. João Pessoa: Gráfica e Editora Tempo, 2015. p. 83-96.

DAXENBERGER, Ana Cristina Silva; ALBINO, Ângela Cristina Alves; SOBRINHO, Rosivaldo Gomes de Sá. Um currículo de relações: análise de práticas de (auto)conhecimento e diversidade étnico-racial no espaço escolar. Revista Educação e Emancipação, v. 16, n. 3, p. 232–258, 20 Nov 2023 Disponível em: https://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/21460. Acesso em: 14 set 2025.

FERNANDES, Florestan. O negro no mundo dos brancos. 2. ed. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1972.

GOMES, Nilma Lino. O Movimento Negro Educador: saberes construídos nas lutas por emancipação. Petrópolis: Vozes, 2017.

GOMES, Nilma Lino. Educação, identidade negra e formação de professores. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.

GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.

GUEBERT, Paulo Roberto. Diversidade Cultural: as Artes Africana, Afro-Brasileira e Indígena na Educação Básica. 2018. Universidade Internacional (Uninter), Canoinhas, 2018. Disponível em: https://repositorio.uninter.com/bitstream/handle/1/175/PAULO%20ROBERTO%20GUEBERT%20RU%201311270.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 9 set. 2025.

MIGNOLO, Walter. A colonialidade de cabo a rabo: o hemisfério ocidental no horizonte conceitual da modernidade. In: LANDER, E. (Org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: Clacso, 2005. p. 71-103.

MOREIRA DA SILVA, Matheus; MACHADO RIBEIRO, José Pedro; FERREIRA, Rogério. Biopirataria e explorações ocorridas no Brasil: um relato-denúncia de práticas criminosas contra povos indígenas. Reamec: Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática, Cuiabá, v. 9, n. 1, p. e21031, 2021. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/reamec/article/view/11668. Acesso em: 21 out. 2025.

MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1999.

MUNANGA, Kabengele. Superando o racismo na escola. Brasília: MEC, 2005.

NASCIMENTO, Abdias do. O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.

OLIVEIRA, L. F.; CANDAU, V. M. F. Pedagogia decolonial e educação antirracista e intercultural no Brasil. Educação em Revista, Belo Horizonte, v. 26, n. 01, p. 15-40, abr. 2010.

PIERUCCI, Antônio Flávio. Ciladas da diferença. São Paulo: Editora 34, 1999.

QUIJANO, Aníbal. Colonialidad del poder, eurocentrismo y América Latina. In: LANDER, E. (Org.). La colonialidad del saber: eurocentrismo y ciencias sociales. Perspectivas Latinoamericanas. Buenos Aires: Clacso, 2005. p. 227-277.

QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder e classificação social. In: CASTRO-GÓMEZ, Santiago.; GROSFOGUEL, Ramón. (Orgs.). El giro decolonial. Bogotá: Universidad Javeriana, 2007.

ROCHA, Maria Célia Albino da; ARAÚJO, Luiz Ernani Bonesso de. Biodiversidade brasileira: biopirataria e a proteção dos conhecimentos tradicionais. Revista Direito UFMS, Campo Grande, v. 4, n. 1, 2018. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/revdir/article/view/5484.vAcesso em: 9 set. 2025.

ROSA, Patrícia Lima Ferreira Santa; HOGA, Luiza Akiko Komura; SANTANA, Mônica Feitosa; SILVA, Pâmela Adalgisa Lopes. Uso de plantas medicinais por mulheres negras: estudo etnográfico em uma comunidade de baixa renda. Revista da Escola de Enfermagem da USP , São Paulo, Brasil, v. esp, pág. 45–52, 2014.Disponível em: https://revistas.usp.br/reeusp/article/view/103031. Acesso em: 9 set. 2025.

SANTOMÉ, Jurjo Torres. Política educativa, multiculturalismo e práticas culturais democráticas nas salas de aula. Revista Brasileira de Educação, São Paulo, n. 4, 1997.

SEYFERTH, Giralda. O beneplácito da desigualdade: breve digressão sobre racismo. In: SEYFERTH, G. et al. Racismo no Brasil. São Paulo: ABONG, Ação Educativa, ANPED, 2002. p. 17-44.

SILVA, Petronilha Beatriz Gonçalves. e. Aprender a conduzir a própria vida: dimensões do educar-se entre afrodescendentes e africanos. In: BARBOSA, Lúcia Maria de Assunção. (Org.). De preto a afro-descendente: trajetos da pesquisa sobre relações raciais no Brasil. São Carlos, EDUFSCar, 2003. p. 181-197.

SILVA, Aline Vitória Alves da; SILVA, Raiane dos Santos.; DAXENBERGER, Ana Cristina Silva. A evolução humana como ferramenta para o reconhecimento da diversidade e cultura indígena/negra. Relatório do Prolicen, 2024.

SILVA, Luciane dos. CURRÍCULO, CULTURA E ANCESTRALIDADE: o Projeto Africanidades como presente enunciativo. Revista Espaço do Currículo, [S. l.], v. 15, n. 1, p. 1–18, 2022. DOI: 10.15687/rec.v15i1.62867. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62867. Acesso em: 16 jan. 2026.

SILVA, Aline Vitoria Alves da; DOS SANTOS SILVA, Raiane; SALES, Emelyne Duarte; SILVA DAXENBERGER , Ana Cristina. FORMAÇÃO DOCENTE PARA AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NO ENSINO DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA: AÇÕES DO PROLICEN. Ensaios Pedagógicos, [S. l.], v. 8, n. 1, p. 168–187, 2024. DOI: 10.14244/enp.v8i1.325. Disponível em: https://www.ensaiospedagogicos.ufscar.br/index.php/ENP/article/view/325. Acesso em: 2 set. 2025.

SILVA, Pedro Henrique Felix; DAXENBERGER, Ana Cristina Silva. Educação Multicultural, Ensino Médio e Formação Docente: intervenções didáticas para a valorização e ressignificação indígena. Revista De Iniciação à Docência, 2023. 8(1), e13359, 1-20.

UFPB. Edital do Prolicen, Nº 9. João Pessoa: Pró-reitoria de Graduação, 2024.

WALSH, C. Interculturalidad crítica y pedagogía decolonial: insurgir, re-existir y re-vivir. In: CANDAU, V. M. (Org.). Educação intercultural na América Latina. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2021. p. 12-42.

Publicado

2026-05-30

Cómo citar

DAXENBERGER, Ana Cristina Silva; SILVA, Aline Vitória Alves da; SILVA, Jociane Sthefanny Tavares; SILVA, Nathali Gomes da. Relaciones Étnico-Raciales y Conocimientos Tradicionales: la Etnobotánica como herramienta educativa. Revista de Iniciação à Docência, [S. l.], v. 11, n. 1, p. e18204, 1–20, 2026. DOI: 10.22481/rid-uesb.v11i1.18204. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/rid/article/view/18204. Acesso em: 25 jul. 2026.