REFLEXÕES SOBRE ESCRITA E PERFORMANCE EM A HORA DA ESTRELA, DE CLARICE LISPECTOR: NARRADOR PERFORMÁTICO

  • Juliana Leal Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)

Resumo

Pretendo com este artigo delinear a trajetória performática traçada pelo narrador de A hora da estrela (1977), de Clarice Lispector, marcada por um narrar em performance que pluraliza a configuração narrativa da obra por forçar, o tempo todo, a incorporação solidária de outras vozes na conformação do texto literário como uma unidade, ainda que essa unidade seja tomada pela impossibilidade (“o oco nada”) e pela incompletude. Vozes outras como a de um leitor a quem o narrador do romance se refere, vez ou outra, e com quem tenta dividir a responsabilidade do relato da experiência de narrar a vida da personagem Macabéa.

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Professora Adjunta III de Literatura Latino-americana da Faculdade Interdisciplinar em Humanidades (FIH) da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM - Campus de Diamantina/MG. PhD em Literatura, outras artes e mídias pela Faculdade de Letras da UFMG . Doutora em Literatura Comparada.

Publicado
2018-02-09
Como Citar
LEAL, Juliana. REFLEXÕES SOBRE ESCRITA E PERFORMANCE EM A HORA DA ESTRELA, DE CLARICE LISPECTOR: NARRADOR PERFORMÁTICO. fólio - Revista de Letras, [S.l.], v. 9, n. 2, fev. 2018. ISSN 2176-4182. Disponível em: <http://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/2790>. Acesso em: 19 jun. 2018. doi: https://doi.org/10.22481/folio.v9i2.2790.
Seção
VERTENTES & INTERFACES I: Estudos Literários e Comparados