Tradução em zonas de contato: decolonialidade e resistência em Elatsoe, de Darcie Little Badger

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22481/folio.v17i1.18578

Palavras-chave:

Darcie Little Badger, Literatura Indígena, Literatura Lipan Apache, Estudos da Tradução, Colonialidade do Poder, Tradução decolonial

Resumo

Sob a perspectiva do pensamento decolonial, a colonialidade do poder não se restringe ao período colonial e ao colonialismo, mas persiste como uma estrutura que atravessa relações sociais, epistemológicas e culturais na contemporaneidade. Em contraposição a esse modelo hegemônico de matriz europeia, a literatura pode atuar como espaço de resistência e de valorização de saberes outros, ainda que o colonizado se veja frequentemente constrangido a escrever na língua do colonizador. Diante disso, este trabalho analisa a obra Elatsoe, de Darcie Little Badger, com o objetivo de investigar de que maneira a autora lipan apache preserva e confere voz à subjetividade e ao conhecimento de seu povo ao construir uma narrativa em um idioma hegemônico, o inglês. Além disso, o presente artigo examina as estratégias empregadas na tradução de Bruna Miranda para o português, a fim de avaliar em que medida as escolhas da edição brasileira se aproximam ou se distanciam de possíveis proposições decolonizadoras do original.

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Biografia do Autor

Jéssica Nóbrega do Nascimento, Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Graduada no Curso de Bacharelado em Letras-Tradução da Unesp (Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho), Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas-IBILCE, Campus de São José do Rio Preto. 

Lauro Amorim Maia, Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp)

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Publicado

31.07.2026

Como Citar

NASCIMENTO, Jéssica Nóbrega do; MAIA, Lauro Amorim. Tradução em zonas de contato: decolonialidade e resistência em Elatsoe, de Darcie Little Badger. fólio - revista de letras, [S. l.], v. 17, n. 1, p. 704–734, 2026. DOI: 10.22481/folio.v17i1.18578. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/folio/article/view/18578. Acesso em: 6 ago. 2026.

Edição

Seção

nascentes