Tradução em zonas de contato: decolonialidade e resistência em Elatsoe, de Darcie Little Badger
DOI:
https://doi.org/10.22481/folio.v17i1.18578Palavras-chave:
Darcie Little Badger, Literatura Indígena, Literatura Lipan Apache, Estudos da Tradução, Colonialidade do Poder, Tradução decolonialResumo
Sob a perspectiva do pensamento decolonial, a colonialidade do poder não se restringe ao período colonial e ao colonialismo, mas persiste como uma estrutura que atravessa relações sociais, epistemológicas e culturais na contemporaneidade. Em contraposição a esse modelo hegemônico de matriz europeia, a literatura pode atuar como espaço de resistência e de valorização de saberes outros, ainda que o colonizado se veja frequentemente constrangido a escrever na língua do colonizador. Diante disso, este trabalho analisa a obra Elatsoe, de Darcie Little Badger, com o objetivo de investigar de que maneira a autora lipan apache preserva e confere voz à subjetividade e ao conhecimento de seu povo ao construir uma narrativa em um idioma hegemônico, o inglês. Além disso, o presente artigo examina as estratégias empregadas na tradução de Bruna Miranda para o português, a fim de avaliar em que medida as escolhas da edição brasileira se aproximam ou se distanciam de possíveis proposições decolonizadoras do original.
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