Seres invisíveis visíveis: a tradição oral amazônica em Histórias de Curupira, de Paulo Maués Corrêa
DOI:
https://doi.org/10.22481/folio.v17i1.18890Palavras-chave:
Curupira, Amazonia, Tradición oral, Imaginario colectivo, Protección de la selva, Cosmovisión indígenaResumo
O presente trabalho apresenta os resultados de uma pesquisa bibliográfica sobre os seres invisíveis visíveis (Loureiro, 2015) que habitam o interior da floresta amazônica. Tudo isso a partir da obra Histórias de Curupira, de Paulo Maués Corrêa (2018), que nos oferece um conjunto de dez relatos lendários sobre o Curupira, um espírito da floresta que continua sendo uma das figuras mais representativas do imaginário coletivo nacional, especialmente no contexto amazônico, apesar de ter sido demonizado pelo colonizador europeu logo após este fincar suas botas no que chamou de Novo Mundo. Diante disso, pretendemos, além disso, continuar contribuindo para a desdemonização de nossos mitos e o fazemos a partir da nossa prática como docentes de Espanhol como Língua Estrangeira. Levamos em consideração que aprender uma língua estrangeira transcende a gramática e os livros didáticos, por isso nos baseamos na contribuição teórica de autores como Krenak (2020, 2022), Colombres (2016, 2017), Loureiro (2015), Magán (2010), Vaz Filho e Carvalho (2013), Magalhães (1975), Eliade (1961), entre outros/as. A pesquisa destaca a importância do Curupira no cotidiano dos povos do campo, das águas e das florestas, revelando, além disso, que, ao contrário do colonizador europeu, os habitantes da Amazônia não hesitam em falar do Curupira ou da Curupira, mãe ou pai da floresta, situando-o na categoria de protetor/a da floresta, distanciando-se de mantê-lo no limbo dogmático do colonizador, que o considerava um demônio e destilava ódio em relação aos nossos mitos.
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