ARTISTAS INDÍGENAS E SUAS LEITURAS DO MODERNISMO NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.22481/folio.v14i2.11400Palabras clave:
artistas indígenas, modernismo, antropofagia, autoriaResumen
O foco deste artigo está em apresentar as principais interpretações, releituras e críticas produzidas por artistas indígenas quando convidadxs por grandes circuitos acadêmicos, culturais e artísticos no Brasil para falar sobre a presença/ausência dos indígenas no movimento modernista, maisespecificamente, para tratar do centenário da semana de arte moderna no Brasil. Para tanto, partimos das críticas feitas por esses artistas aos usos da antropofagia, à ideia de modernismo e vanguarda, para discutir os modos como suas artes, seus fazeres e experimentos apresentam outras propostas conceituais – a exemplo da ideia de Reantropofagia (BANIWA, 2019) e MaKunaimã (ESBELL, 2018) - que instauram seus lugares autorais, suas presenças, como referências urgentes às instituições que inventaram os índios e à projeção de novos imaginários sociais para ler o mundo.
Descargas
Citas
Aguilar G. Os herdeiros da antropofagia. In: Andrade G (Org.). Modernismos 1922–2022. São Paulo: Companhia das Letras; 2022.
Andrade M. Macunaíma. 2. ed. São Paulo: José Olympio; 2022.
Andrade O. Serafim Ponte Grande. 9. ed. São Paulo: Biblioteca Azul; 2006 [1933].
Andrade O. Manifesto Antropófago e outros textos. Rio de Janeiro: Companhia das Letras/Penguin; 2017 [1928].
Baniwa D. Pax Mongolica: ou sobre a estabilidade pelo domínio do outro [vídeo]. In: 6. Encontro Modernismos em Debate. São Paulo: IMS/MAC USP; 2021. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=BKtYpjlba8E.
Baniwa D. ReAntropofagia [online]. The Brooklyn Rail; 2019. Disponível em: https://brooklynrail.org.
Baniwa D, Gradella P. Teko Porã e ReAntropofagia. Arêas. 2019; (38).
Berbert P. Reflexões em um observatório avançado da arte indígena contemporânea. Select. 2021 dez 01; 10-10.
Caboco G, et al. Nem modernista, nem anti-modernista: a arte indígena contemporânea na vanguarda de um Brasil que jamais foi moderno [entrevista]. Entrevista concedida a Ricardo Machado. IHU; 2022. Disponível em: https://www.ihu.unisinos.br.
Cunha MC, Viveiros de Castro E. Vingança e temporalidade. Anu Antropol. 1986; 10(1): 57-78.
Diniz C. Street fight, vingança e guerra: artistas indígenas para além do 'produzir ou morrer'. Espaço Ameríndio. 2020; 14(1): 68-88.
Esbell J. Arte indígena contemporânea e o grande mundo [online]. Select; 2021. Disponível em: https://www.select.art.br.
Esbell J. Na sociedade indígena, todos são artistas. Arte & Ensaios. 2021; 27(41): 14-48.
Esbell J. Jaider Esbell. Cohn S, Kadiwel I (Orgs.). Rio de Janeiro: Azougue; 2018. (Coleção Tembetá).
Esbell J. Makunaima, o meu avô em mim!. Iluminuras. 2018; 19(46): 11-39.
Goldstein IS. Da 'representação das sobras' à 'reantropofagia': povos indígenas e arte contemporânea no Brasil. MODOS: Rev Hist Arte. 2019; 3(3): 68-96.
Krenak A. [Depoimento]. In: Diniz C. Vivos e aqui. DasQuestões. 2021; 11(1): 85-108.
Leite S (Org.). Cartas dos Primeiros Jesuítas do Brasil. São Paulo: 4º Centenário; 1954. v. 3.
Librandi M. Jaider Esbell, Makunaimã e a cosmopolítica da arte indígena contemporânea. In: Andrade G (Org.). Modernismos 1922–2022. São Paulo: Companhia das Letras; 2022.
Pataxó A. Indigente, indi(o)gente, indigen(a)-te [online]. Manchester Digital Exhibitions; 2020. Disponível em: https://www.digitalexhibitions.manchester.ac.uk.
Quijano A. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. Buenos Aires: CLACSO; 2005.
Tukano D. In: Ose ED (Ed.). 34ª Bienal de São Paulo: faz escuro, mas eu canto: catálogo. São Paulo: Bienal de São Paulo; 2021.
Tukano D. Modernos eram os indígenas: pensar a arte é pensar sobre os conceitos de arte [vídeo]. São Paulo: Itaú Cultural; 2022. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=VNNVuZO9YJU.
Vieira MC. Figurações Primitivistas: Trânsitos do Exótico entre Museus, Cinema e Zoológicos Humanos [tese]. Rio de Janeiro: Universidade do Estado do Rio de Janeiro; 2019.
Viveiros de Castro E. O que temos nós com isso [prefácio]. In: Azevedo B. A Antropofagia: Palimpsesto Selvagem. São Paulo: Cosac Naify; 2016.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2023 fólio - Revista de Letras

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.