ARTISTAS INDÍGENAS E SUAS LEITURAS DO MODERNISMO NO BRASIL

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DOI :

https://doi.org/10.22481/folio.v14i2.11400

Mots-clés :

artistas indígenas, modernismo, antropofagia, autoria

Résumé

O foco deste artigo está em apresentar as principais interpretações, releituras e críticas produzidas por artistas indígenas quando convidadxs por grandes circuitos acadêmicos, culturais e artísticos no Brasil para falar sobre a presença/ausência dos indígenas no movimento modernista, maisespecificamente, para tratar do centenário da semana de arte moderna no Brasil. Para tanto, partimos das críticas feitas por esses artistas aos usos da antropofagia, à ideia de modernismo e vanguarda, para discutir os modos como suas artes, seus fazeres e experimentos apresentam outras propostas conceituais – a exemplo da ideia de Reantropofagia (BANIWA, 2019) e MaKunaimã (ESBELL, 2018) - que instauram seus lugares autorais, suas presenças, como referências urgentes às instituições que inventaram os índios e à projeção de novos imaginários sociais para ler o mundo.

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Suzane Lima Costa, Universidade Federal da Bahia

Doutora em Letras e Linguística pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professora do Insituto de Letras da Universidade Federal da Bahia.

Carlos Rafael Da Silva, Universidade Federal da Bahia

Cientista Social do Povo Xucuru-Kariri. Cientista Político e Doutorando em Ciências Sociais pela Universi-dade Federal da Bahia, com bolsa pela Fundação de Amparo á Pesquisa do Estado da Bahia – FAPESB.

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Publié-e

2023-05-05

Comment citer

COSTA, Suzane Lima; DA SILVA, Carlos Rafael. ARTISTAS INDÍGENAS E SUAS LEITURAS DO MODERNISMO NO BRASIL. fólio - revista de letras, [S. l.], v. 14, n. 2, p. 205–216, 2023. DOI: 10.22481/folio.v14i2.11400. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/folio/article/view/15328. Acesso em: 25 mai. 2026.

Numéro

Rubrique

Interfaces : Études Littéraires et Comparées