Rimbaud do Inferno às Iluminações: catábase, autoconhecimento, desconhecido
DOI:
https://doi.org/10.22481/folio.v17i1.18707Palabras clave:
Rimbaud, Une saison en enfer, Illuminations, Literatura francesa, Poesia moderna, Teoria da clarividênciaResumen
Nas chamadas “Lettres du voyant”, de 1871, Arthur Rimbaud elabora um manifesto pelo futuro da poesia, relacionando-a a uma ampla experiência de autoanálise do sujeito, de desregramento dos sentidos e de descoberta do desconhecido. O projeto do escritor se desenvolve em Une saison en enfer, de 1873, conjunto narrativo de poemas em que a descida ao submundo é acompanhada de profundo autoconhecimento e de renovação da língua e da escrita. Essa coletânea parece ser acompanhada, formal e tematicamente, de Illuminations, de 1872 a 1875, em que o desconhecido se manifesta pelo acesso ao mundo do sonho e do gênio. Esta é uma hipótese didática a propósito da correlação entre o projeto estético da vidência e a produção literária ulterior do poeta francês. Além das duas correspondências, foram analisados, da primeira coletânea, o prólogo e os poemas “Nuit de l’enfer”, “Matin” e “Adieu”; da segunda, “Aube” e “Génie”. Para essa leitura, recorreu-se a Jean-Pierre Richard (1955), Edmund White (2010), Suzanne Bernard (2018), entre outros.
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