La trans-escritura de sí: subversión y disidencia en A viagem inútil (El viaje inútil), de Camila Sosa Villada
DOI:
https://doi.org/10.22481/folio.v17i1.19182Palabras clave:
Camila Sosa Villada, Literatura travesti, Subversión y disidencia, Género y literatura, Literatura menor, Cuerpos disidentesResumen
Este artículo analiza el ensayo autobiográfico El viaje inútil: Trans/Escritura (2024), de la escritora travesti Camila Sosa Villada, con el objetivo de problematizar la literatura y la escritura como herramientas para subvertir las identidades hegemónicas. Parte de la hipótesis de que escribir sobre uno mismo, al desafiar las normas discursivas y sociales, posibilita la emergencia de cuerpos disidentes como sujetos de enunciación, agencia y existencia, desestabilizando los regímenes normativos que históricamente los marginan. La obra en cuestión se entiende, por lo tanto, no solo como una narración autobiográfica, sino como un gesto político y estético de reinscripción. En este sentido, se investiga la articulación entre conocimiento, poder y discurso a partir de las contribuciones de Michel Foucault (1995; 2012). El desarrollo conceptual de la categoría de género se moviliza también a la luz de la teoría queer de Judith Butler (2003; 2016), enfatizando la performatividad del género y la posibilidad de su subversión a través de prácticas discursivas disidentes. Esta articulación teórica nos permite comprender la escritura de Camila Sosa Villada como un espacio de resistencia y reconfiguración de la identidad. Como contribución complementaria, recurrimos a las reflexiones de Candido (2003; 2011), Dalcastagnè (2026) y Lopes (2005), que posibilitan pensar la literatura como un campo de disputa simbólica, crítica social y transgresión, especialmente en lo que respecta a la representación de sujetos históricamente excluidos. Metodológicamente, la investigación se basa en una revisión bibliográfica, tomando como corpus la obra analizada y los textos teóricos centrales para la discusión propuesta. De este modo, buscamos resaltar cómo la literatura puede funcionar como una práctica crítica capaz de desafiar las normas, ampliar los horizontes de inteligibilidad y afirmar nuevas posibilidades de existencia.
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