L'auto-écriture trans : subversion et dissidence dans A viagem inútil (Le voyage inutile), de Camila Sosa Villada
DOI :
https://doi.org/10.22481/folio.v17i1.19182Mots-clés :
Camila Sosa Villada, Literatura travesti, Subversão e dissidência, Gênero e literatura, Literatura menor, Corpos dissidentesRésumé
Camila Sosa Villada, dans son œuvre A viagem inútil (Le voyage inutile), propose une problématisation de la littérature et de l'écriture en tant que dispositifs de subversion des identités hégémoniques. L’hypothèse de départ est que l’écriture de soi, en mettant en tension les normes discursives et sociales, rend possible l’émergence de corps dissidents en tant que sujets d’énonciation, d’agentivité et d’existence, déstabilisant ainsi les régimes normatifs qui les ont historiquement marginalisés. L’œuvre en question est donc comprise non seulement comme un récit autobiographique, mais aussi comme un geste politique et esthétique de réinscription. Dans cette perspective, on examine l’articulation entre savoir, pouvoir et discours à partir des contributions de Michel Foucault (1995 ; 2012). On mobilise également le développement conceptuel de la catégorie de genre à la lumière de la théorie queer de Judith Butler (2003 ; 2016), en mettant l’accent sur la performativité du genre et sur la possibilité de sa subversion par des pratiques discursives dissidentes. Une telle articulation théorique permet de concevoir l’écriture de Camila Sosa Villada comme un espace de résistance et de reconfiguration identitaire. Comme apport complémentaire, on recourt aux réflexions de Candido (2003 ; 2011), Dalcastagnè (2026) et Lopes (2005), qui permettent de penser la littérature comme un champ de lutte symbolique, de critique sociale et de transgression, notamment en ce qui concerne la représentativité des sujets historiquement exclus. Sur le plan méthodologique, la recherche s’appuie sur une enquête bibliographique, prenant comme corpus l’œuvre analysée et les textes théoriques centraux pour la discussion proposée. Ainsi, on cherche à montrer comment la littérature peut fonctionner comme une pratique critique capable de mettre en tension les normes, d’élargir les horizons d’intelligibilité et d’affirmer de nouvelles possibilités d’existence.
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© Fatianny Didier Sampaio Monteiro, José Humberto Rodrigues dos Anjos 2026

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