Sobre a Revista

fólio- revista de letras (ISSN: 2176-4182) é um periódico eletrônico semestral criado pelo Departamento de Estudos Linguísticos e Literários (DELL) e vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Letras: Cultura, Educação e Linguagens (PPGCEL) da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). 
Cada volume, anual, é composto por dois números, ou fascículos, publicados em junho e em dezembro de cada ano. A revista aceita submissões em fluxo contínuo, de temática aberta, cujo processo de avaliação e editoração segue um ritmo variável, conforme os tempos da revisão por pares. Também são recebidas contribuições para as Chamadas Temáticas, respeitando os prazos divulgados em nosso site.

Para dúvidas, críticas e sugestões, escreva para revista.folio@uesb.edu.br e siga a fólio nas redes sociais: @folio_letras.


1. Escopo

A fólio - revista de letras propõe-se como um espaço de circulação de ideias e publicação de produções acadêmicas de pesquisadores nacionais e estrangeiros no campo das Letras, dentro da grande área de Linguística, Letras e Artes, especialmente: Linguística e Literatura; História e Historiografia Literárias, Teoria e Crítica da Literatura e outras Artes; Estudos da Linguagem, Estudos Aplicados, Ensino de Língua e Letramento, além das áreas de fronteira, em campos afins nos diversos âmbitos das Humanidades.

2. Seções

DOSSIÊ (Artigos escritos a partir de Chamadas Temáticas) - Publicamos artigos escritos por especialistas nos temas correspondentes às chamadas temáticas organizadas por pesquisadores consolidados na área. Nesta seção, serão aceitos artigos assinados por doutores como primeiro autor, cabendo à Comissão Executiva realocar qualquer documento entre seções. Textos da seção DOSSIÊ podem ser submetidos a convite dos organizadores da chamada ou da Comissão Executiva, desde que sejam inéditos e escritos por autores com reconhecido mérito no campo temático em debate. Em todos os casos, as submissões passarão pela avaliação da Comissão Executiva e parecer técnico dos pares indicados pelo Conselho Editorial.  

interfaces: estudos literários e comparados (Artigos e ensaios de Estudos Literários com temática aberta) - Publicamos artigos e ensaios escritos por doutores e mestres com temática livre dentro do escopo da revista; textos escritos por mestrandos serão admitidos preferencialmente quando em coautoria com um doutor. Em todos os casos é necessário expressar o vínculo a uma instituição de nível superior (instituição de vínculo atual, sempre que houver; ou instituição de formação acadêmica de obtenção da mais elevada ou mais recente titulação).

vertentes: estudos linguísticos e aplicados (Artigos de Estudos Linguísticos com temática livre) - Publicamos artigos escritos por doutores e mestres com temática livre dentro do escopo da revista; textos escritos por mestrandos serão admitidos preferencialmente quando em coautoria com um doutor. Em todos os casos é necessário expressar o vínculo a uma instituição de nível superior (instituição de vínculo atual, sempre que houver; ou instituição de formação acadêmica de obtenção da mais elevada ou mais recente titulação).

nascentes (trabalhos escritos por graduandos e graduados sem pós-graduação, em coautoria; artigos escritos por mestres e mestrandos em suas primeiras publicações) - Serão aceitos artigos escritos por alunos de Graduação vinculados a projetos do PIBIC ou PIBID, sempre em coautoria com um orientador com título de doutor; a seção nascentes também pode alocar primeiros textos de autores com mestrado ou mestrandos, a critério da Comissão Executiva e sob consulta do Conselho Editorial. A temática é livre, dentro das subáreas de Letras e áreas afins.

seção de resenhas - Publicamos resenhas de livros acadêmicos e literários da área de Letras e afins, publicados nos últimos 10 anos.

repertórios em tradução (traduções inéditas de documentação histórica, textos literários ou textos de interesse) - Publicamos traduções inéditas de textos de domínio público ou com aval escrito do autor do original, acompanhadas de aparato bibliográfico-filológico (apresentação histórico-crítica sobre os originais e sobre aspectos do trabalho tradutório, referências bibliográficas pertinentes e, quando necessário, notas explicativas ou glossários). Os textos traduzidos poderão ser artigos ou ensaios acadêmicos de interesse para a Área, além de textos literários ou históricos sempre em tradução inédita. Em todos os casos, o interesse será avaliado pela Comissão Executiva da fólio. Salientamos que traduções "esquecidas", fora de circulação, podem ser propostas desde que editadas com aparato histórico-bibliográfico e submetidas à seção ARQUIVO.

práticas de invenção (artes de criação, verso, prosa, gravura, fotografia) - A seção por enquanto está aberta a convite, não tendo sido criadas condições para a recepção de submissões livres.

ARQUIVO - (material bibliográfico e visual) - Publicamos documentação relevante para a Área, acompanhada de aparato de um ou mais organizadores (apresentação, legendas, referências), em versões fac-similares de edições raras, manuscritura, fotos de arquivo etc, com a devida indicação de procedência e autorização dos proprietários de direitos para publicação. Nesta fase de implantação, a seção está sendo produzida internamente, por membros da revista, em colaboração com pesquisadores externos. Futuramente aceitaremos propostas de publicação de arquivos, com aparato, feitas por proponentes externos.

3. Avaliação por pares e Identificação de autoria

Nas seções DOSSIÊ, interfaces, vertentes e nascentes, a seleção de artigos e ensaios acadêmicos ocorre em duas etapas. Primeiramente, a Comissão Executiva realiza uma Avaliação Liminar (Desk Review), que verifica se há inadequação ao escopo, descumprimento de normas editoriais ou inconsistências graves, de forma ou de fundo. Os manuscritos aprovados seguem para ao menos dois revisores, que podem ser consultores externos ou membros do Conselho Editorial, conforme a disponibilidade de pareceristas ad hoc e as necessidades de cada submissão. Em todos os casos, mantém-se a avaliação duplo-cega, preservando a identidade dos autores junto aos avaliadores. Esse fluxo híbrido tem por objetivo conciliar agilidade, rigor e segurança no processo editorial.

As seções práticas de invenção, repertórios em tradução, resenhas e ARQUIVO seguem critérios próprios de submissão e passam por Avaliação Editorial (Editorial Review), conforme descrito em suas respectivas políticas editoriais.

Dentro do movimento da UNESCO por Ciência Aberta (Open Science), ao qual a fólio adere, temos acompanhado com interesse os debates sobre Avaliação Aberta por Pares (Open Peer Review), debatidos no âmbito do Fórum Latino-americano de Avaliação Científica (FOLEC), promovido pelo Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (CLACSO). Contudo, ainda consideramos inconclusas as possibilidades de uma política de abertura na revisão, não vislumbrando ainda a operacionalidade de um processo de revisão aberta sem prolongar os prazos de retenção dos artigos no processo de avaliação, ou produzir distorções na relação aceite-rejeição.

Para assegurar a integridade da avaliação cega e garantir a vinculação de autoria, devem ser tomadas algumas precauções:

i. Omitir toda identificação dos autores no texto do manuscrito anexado à submissão.
ii. Preencher de forma completa o(s) formulário(s) dos Contribuidores (Autores), na plataforma de submissão, incluindo o número de OrcID e a Instituição de vínculo, identificando um único "Autor de correspondência", e redigindo uma minibiografia acadêmica, com os dados básicos de formação e vínculos de trabalho e pesquisa recentes.
iii. Nos formulários dos contribuidores/autores, apenas o sobrenome de citação deve ocupar o campo "Sobrenome" e os demais componentes do nome devem ser inseridos no campo "Nome próprio". Ex: Nome próprio: "Roberta Nascimento da" / Sobrenome: "Nóbrega" (em caixa baixa); ou então: Nome próprio: "Manuela"/ Sobrenome: "Carneiro da Cunha" (quando no Lattes a preferência seja pela citação de dois termos do sobrenome.

4. Princípios FAIR

fólio - revista de letras publica e disponibiliza metadados segundo os princípios FAIR, garantindo que eles sejam Findable (Encontráveis), Accesible (Acessíveis), Interoperable (Interoperáveis) e Reusable (Reutilizáveis). Esses princípios auxiliam nos processos de busca, indexação e coleta de dados relacionados aos artigos publicados.

5. Política de Acesso Aberto e Licença Creative Commons

A fólio atende à definição de acesso aberto do Directory of Open Access Journal (DOAJ). Assim, os artigos são publicados sob Licença Creative Commons Attribution 4.0 International (CC-BY 4.0), que permite o acesso gratuito imediato, de modo a que qualquer usuário possa ler, baixar, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou vincular os textos completos dos artigos, rastrear dados e metadados para fins de indexação, transmitindo-os como dados para softwares ou utilizando-os para qualquer outra finalidade legal, salientando a necessidade de que seja dado o reconhecimento da autoria e da publicação inicial nesta revista.

Como toda revista de acesso aberto, a fólio não cobra taxas ou encargos de submissão e processamento de artigos.

6. Originalidade, Humanidade e Ineditismo

Ao iniciar o processo de análise dos manuscritos submetidos, os arquivos passam por uma verificação de similaridade, sendo utilizado o software CopySpider, como forma de garantir que os manuscritos sejam originais e inéditos.

Utilizamos a plataforma DeepSeek, de código aberto, para a certificação de que os textos submetidos são uma produção humana, procurando verificar o uso irregular/abusivo de ferramentas generativas de IA na produção de manuscritos. Embora a temática seja recente, e ainda estejam em debate os limites éticos dessa utilização, estamos acompanhando as discussões para aperfeiçoar os marcadores de percepção que podem conduzir a uma rejeição sob este critério.

São os autores que garantem que sua contribuição é original e inédita, não tendo sido publicada em outro periódico. Os autores também assumem que têm capacidade legal para dar esta garantia e que seu manuscrito não infringe direitos autorais de terceiros.

A responsabilidade pelo conteúdo técnico e pelo desrespeito a direitos materiais ou intelectuais é exclusiva dos autores. Os autores isentam a fólio e sua equipe editorial de quaisquer responsabilidades pelo uso, em seu manuscrito, de materiais protegidos por direitos autorais.

É de responsabilidade dos autores obter, antes mesmo da submissão de seu texto, todas as permissões necessárias para a liberação de direitos autorais de qualquer material protegido que venham a utilizar em seu manuscrito.

O autor de correspondência é responsável por garantir que o artigo tenha sido visto e aprovado por todos os demais autores, mas todos os autores são responsáveis pela integridade da submissão.

7. Preservação digital

A fólio está hospedada no Portal de Periódicos da UESB, que é integrado a três redes de preservação de dados: LOCKSS, CLOCKSS e PKP PN.

. LOCKSS / Rede Cariniana: Todos os artigos são protegidos pela tecnologia Lots of Copies Keep Stuff Safe (LOCKSS), implementada no Brasil pela Rede Cariniana (vinculada ao Ibicit/MCTI). Esse sistema distribui cópias dos acervos em múltiplos servidores no país, constituindo a base da preservação local.

. Rede CLOCKSS: O Portal da UESB também mantém participação na CLOCKSS, rede internacional de segurança que funciona como um sistema de "caixa-preta" (dark archive). As cópias são armazenadas em sigilo, tornando-se acessíveis em situações de emergência, como a descontinuação de um periódico. A UESB é representada nesta rede pela parceria institucional da CAPES.

. PKP Preservation Network (PKP PN): É um serviço de preservação em rede complementar e gratuito, mantido pelo Public Knowledge Project, que atende periódicos que utilizam o Open Journal Systems (OJS). A fólio mantém esta rede ativa como uma camada adicional de proteção, comum a todos os periódicos do Portal.

8. Interoperabilidade

O portal Periódicos UESB adota o protocolo OAI-PMH e o padrão I4OC como diretrizes de interoperabilidade, ou seja, a capacidade de sistemas diferentes trocarem informações de maneira automática, como mecanismos de intercâmbio de dados utilizados pelos indexadores de periódicos acadêmicos.

O Protocolo OAI-PMH (Open Archives Initiative - Protocol for Metadata Harvesting) permite que indexadores coletem automaticamente os metadados dos artigos (título, autores, resumo, DOI etc.), garantindo visibilidade à produção científica.

A plataforma segue o padrão I4OC (Initiative for Open Citations), Iniciativa para Citações Abertas, disponibilizando os dados de citação (referências bibliográficas) em formato aberto e legível por máquinas, favorecendo o cruzamento de redes de citação, métricas mais transparentes e um ecossistema científico aberto.

Essa infraestrutura é garantida pela Diretoria de Periódicos da UESB, responsável pela gestão do Portal.

9. in-fólio - identidade simbólica e territorial

fólio é uma dobra. Na história da impressão de livros, in-folio designava uma dobradura do papel. O primeiro livro impresso foi impresso in-folio; a primeira compilação de Shakespeare e o Dom Quixote também. 

fólio é a mais ampla dobra de papel, usada para impressão de brochuras em páginas grandes, em que a folha é dobrada apenas uma vez, ou seja, em duas metades, resultando em quatro páginas. Mais dobras - in-quarto, in-octavo - produziam livros menores; in-16º e até in-32º, livros menores ainda, usados inicialmente como oratórios de portabilidade religiosa, depois como livros de bolso, práticos e baratos.

Toda essa plicatura, todo esse sistema de dobras, nos explica e nos implica como revista. Com efeito, os estudos da linguagem explicam ao desdobrarem o que está implicado, ou dobrado, pela linguagem. Afinal, a linguagem é uma plicatura complexa que nos implica socialmente nos arranjos de dobras históricas e camadas conceituais. A pesquisa nos campos da linguagem exige sempre desdobramentos e implicações. Estudamos os fenômenos da linguagem para desdobrá-los em explicações e redobrá-los em novas implicações.

Projetada para ser um veículo impresso no tempo em que os periódicos acadêmicos impressos ainda começavam a se transferir para plataformas digitais, a fólio - revista de letras já nasceu digital, mas guardando essa implicação, essa dobra, essa marca do suporte preparado para letras impressas e de longa duração.

Muito antes de Gutemberg, contava-se entre os antigos que os oráculos da Sibila eram inscritos em folhas de palmeira que o vento embaralhava. Daí que em Roma, o vocábulo passa a designar a folha de escrever, depois folha de papel, charta. Por meio de letras, sinais decalcados pela cunha, grafite, pena, tipos móveis, off set, ink jet, laser, foi em grande parte sobre a materialidade da folha que o pensamento, inscrito, se fez e circulou.

O nome da revista, em sua origem, já manifestava seu anseio plural: fólio, como "folha" ou como "folho", é um vocábulo panromânico (do Latim folium, folha), resultado da ação da diversidade sobre a unidade: foglio (italiano), fögl (engadino), fuei (friulano), fueil (francês antigo), folh (provençal), full (catalão), folho (português); foaie (romanzo), foglia (italiano), fodza (logudorês), fögla (engadino), feuille (francês), folha (provençal), fulla (catalão), hoja (espanhol), folha (português).

A estrutura interna da revista assinala seu intuito por diversidade e convergência numa unidade múltipla, reunindo as diversas vertentes no campo das Letras e se abrindo às  interfaces com todas as áreas das Humanidades.

Como uma revista brasileira, a fólio está enraizada num território de identidade do Sudoeste da Bahia e se ramifica por espaços próximos e distantes, numa energia de crescimento em busca de todos os horizontes, procurando trocas para florescer como espaço de múltiplas palavras.